O presidente dos EUA compareceu, em Washington, numa muito aguardada conferência de imprensa, que Donald Trump transformou, rapidamente, numa alocução esdrúxula. Recorrendo ao habitual argumentário rústico, Trump focou o essencial da intervenção na transformação de uma derrota – o abate pelos iranianos de um caça F15, de 100 milhões de euros – numa vitória, que foi o resgate dos dois aviadores que seguiam na aeronave. Messiânico, ao assumir os sucessos da missão nas montanhas do Irão, Trump rodeou-se dos acólitos Peter Hegseth, secretário da Defesa, de John Ratcliffe, diretor da CIA e Dan Caine, chefe do Estado-Maior dos EUA, para caucionar as virtudes do homem que, pouco antes, tinha exaltado a capacidade dos EUA em destruir um país inteiro (leia-se Irão) numa noite e que essa noite poderia ser hoje. A conferência de imprensa de ontem revelou o estado do atoleiro em que Trump colocou o Médio Oriente, voltando a defender que, afinal, não precisa da NATO a quem antes tinha pedido ajuda. E revelou que os EUA tentaram entregar armas aos rebeldes iranianos durante os protestos de janeiro e que as armas, que se supõe teriam sido entregues aos curdos, nunca foram usadas para o objetivo. É só mais um sinal da desorientação de Trump neste conflito.
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Conferência de imprensa de ontem revelou o estado do atoleiro em que Trump colocou o Médio Oriente.
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