O presidente dos EUA, que em meados dos anos 80 se aventurou em megalómanos negócios de casinos, na costeira Atlantic City, financiados por gigantescas quantidades de dívida, acha que os iranianos “parecem não perceber que não têm cartas na manga”, antecipando, desta forma, o que pretende das conversações deste sábado para a paz no Medio Oriente. Donald Trump nunca teve grande sorte ao jogo. Nos casinos de Nova Jérsia, investiu descontroladamente em decoração e marketing de eficácia duvidosa, arrastando o negócio para uma falência estrondosa. Ainda assim, insiste na metáfora com que já tinha humilhado Volodymyr Zelensky. Diz Trump que o Irão não tem outros trunfos negociais “além de extorquir o mundo, a curto prazo, usando vias de navegação internacionais”. Percebe-se a irritação do homem que passa o tempo a extorquir o mundo sob a forma de tarifas discricionárias. Passados mais de 40 dias de guerra, Trump não sabe como sair do atoleiro para onde arrastou o mundo. Sobretudo porque menosprezou a capacidade militar do Irão. E mesmo que o estreito de Ormuz voltasse ao tráfego anterior a 28 de fevereiro, o terramoto energético ainda teria réplicas. O Irão danificou infraestruturas energéticas em vários países e sofreu dos mesmos males. É Trump quem parte para esta negociação sem cartas.
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