Rui Rio critica almoço de Marcelo e Santana
Antigo autarca do Porto não acredita que encontro com rival tenha tido “um grande efeito".
Rui Rio, candidato à liderança do PSD, admitiu em entrevista à CMTV que se fosse Presidente da República teria evitado almoçar com o candidato à presidência de um partido, numa crítica velada ao encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e Santana Lopes antes deste entrar na corrida à presidência dos sociais-democratas.
"Procuraria não o fazer, como é lógico", respondeu o ex-autarca do Porto, depois de ter dito que o encontro "não parece ter tido um grande efeito". Rio garantiu que só admitiria um almoço deste tipo em Belém se fosse mesmo necessário. Sobre a convivência com Marcelo Rebelo de Sousa no passado, quando foi secretário- –geral do PSD e o Chefe de Estado líder do partido, Rio reconheceu divergências, mas sem rancor. E se Marcelo também o convidasse para almoçar em Belém? "[Aceitaria] por respeito institucional."
Sobre o partido, Rio deixou claro ao que vai: "Vou defender primeiro os portugueses e não primeiro os militantes do PSD." Para o antigo autarca do Porto o grande adversário é António Costa, o atual primeiro-ministro e Santana Lopes é apenas o oponente interno. O objetivo é lutar para vencer as legislativas de 2019 de "igual para igual" e não para a "Liga Europa", uma espécie de segundo lugar.
Respondendo à acusação de nervosismo que Santana lhe fez, Rio negou. "Se me mexesse com o sistema nervoso iria para o psiquiatra", disse entre risos.
Já sobre os elogios que fez às contas públicas da ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque perante os deputados do PSD, Rio recusou incoerências, frisando que o que disse nas jornadas parlamentares foi deturpado. E assumiu que esperava ter Passos Coelho como adversário na corrida.
Sobre um acordo de bloco central (PS e PSD), o ex-autarca garantiu que só acontecerá em situações "absolutamente extraordinárias".
Santana Lopes reúne-se com os parceiros sociais
O candidato à liderança do PSD Santana Lopes reúne-se, a partir da próxima semana, dia 13, com os parceiros sociais para discutir a "situação da economia" e a "realidade do País", além das suas propostas. O antigo primeiro–ministro solicitou reuniões com a CGTP e UGT, e com o patronato - CIP, CCP, CAP e CTP - tendo ainda pedido audição ao Conselho Nacional da Juventude.
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