Nomeações familiares forçam terceira saída do Governo
João Ruivo é casado com secretária de Estado da Cultura e esteve só 13 dias no cargo.
É a terceira saída no Governo causada pelas relações familiares: João Ruivo, marido da secretária de Estado da Cultura Ângela Ferreira, pediu a demissão de técnico especialista da secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional. A nomeação e exoneração foram publicadas no mesmo dia.
A secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional confirma a saída mas descarta que esta tenha sido causada pelo facto de a mulher estar também no Governo.
João Ruivo foi nomeado a 28 de março, menos de seis meses depois de Ângela Ferreira ter entrado para o Governo, e acabou por ficar apenas 13 dias no cargo. O técnico não tinha qualquer formação universitária concluída e encontrava-se inscrito, desde o ano passado, numa licenciatura de Gestão Autárquica.
O Presidente da República não quis comentar esta saída. Contudo, Marcelo Rebelo de Sousa rejeitou estar a condicionar a nova lei sobre a nomeação de familiares ao avançar com uma proposta específica para Belém. A iniciativa é mais restritiva do que a do PS: proíbe a nomeação de familiares até ao 6º grau, face 4º grau dos socialistas.
Rui Rio, líder do PSD, diz que o que vê "é o Governo a meter os pés pelas mãos, a tentar limpar-se de qualquer maneira".
PORMENORES
Proposta do PS
O diploma do PS deixa de fora as nomeações cruzadas. Assim, um ministro pode nomear a mulher de um colega do Governo.
Coincidência de datas
A nomeação e a exoneração de João Ruivo para o Governo foram, ambas, públicas esta sexta-feira em Diário da República.
Ataíde suspendeu mandato
João Ataíde Neves tinha afinal suspendido o mandato na Câmara da Figueira da Foz por seis meses, com a entrada para a secretaria de Estado do Ambiente. Segundo o ‘Expresso’, só cessou esta sexta-feira o mandato.
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