Costa diz que há quem queira "brincar com o fogo e deitar tudo a perder"

Primeiro-ministro defende que o PS foi o único a acreditar que era possível encontrar alternativas à austeridade.

04 de maio de 2019 às 00:33
António Costa ameaça demitir-se caso o diploma dos professores seja aprovado Foto: Lusa
António Costa ameaça demitir-se caso o diploma dos professores seja aprovado Foto: Lusa
António Costa ameaça demitir-se caso o diploma dos professores seja aprovado Foto: Reuters
António Costa ameaça demitir-se caso o diploma dos professores seja aprovado Foto: Lusa
António Costa ameaça demitir-se caso o diploma dos professores seja aprovado Foto: Lusa

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O primeiro-ministro, António Costa, manteve o tom crispado, na noite desta sexta-feira, em Coimbra, onde discursou depois de ter ameaçado apresentar a demissão do Governo se o Parlamento aprovar em plenário as medidas aprovadas em sede de especialidade que devolvem na íntegra o tempo de serviço congelado aos professores.

"Há três anos o País estava cansado de austeridade", disse Costa, numa ação de campanha do PS para as eleições europeias, reforçando que o seu partido foi o único a acreditar que era possível encontrar alternativas. "Nós, sozinhos, dissemos que havia outro caminho", acrescentou.

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A questão dos professores abriu fortes brechas entre os partidos que garantem a maioria parlamentar e, depois de à tarde ter atacado a direita, Costa não poupou PCP e Bloco de Esquerda: "Há quem em vez de nos agradecer, de nos apoiar, queira brincar com o fogo e deitar tudo a perder."

Costa seguiu para Coimbra depois de ter feito o anúncio de uma possível demissão numa declaração ao País do Palácio de São Bento. Antes, comunicou a sua decisão ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

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O anúncio foi o culminar de uma tensão crescente, depois de na noite de quinta-feira a comissão parlamentar ter aprovado a contagem integral dos nove anos, quatro meses e dois dias de tempo de serviço congelados, a que se seguiu a convocatória do primeiro-ministro para uma reunião urgente do Governo esta manhã, acusações por parte dos partidos de dramatização, de criação de uma crise artificial, de golpe de teatro e de eleitoralismo.

A votação final em plenário no parlamento deve acontecer até 15 de maio, quando a Assembleia da República interrompe trabalhos devido à campanha para as eleições europeias no final do mês.

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