Livre discutiu retirar confiança a Joacine
Deputada única rejeitou desvincular-se do partido. Rui Tavares disse estar “perplexo”.
A deputada única do Livre, Joacine Katar Moreira, viu o partido discutir se lhe retirava a confiança política, depois da recente polémica com a abstenção num voto sobre o ataque de Israel a Gaza, apurou o CM.
A Assembleia do Livre, órgão máximo entre congressos, esteve reunido este domingo para avaliar a posição do partido, mas até ao final da noite ainda não tinha terminado.
O CM sabe, contudo, que vários membros do partido defenderam que Joacine devia deixar de representar esta força política. Nesse cenário, o Livre arriscaria perder o único lugar no Parlamento, uma vez que Joacine Katar Moreira passaria a deputada não inscrita.
À entrada da reunião, Joacine disse que "é absolutamente impossível" desvincular-se do partido e que vai "cumprir o que lhe foi mandatado". À saída, ainda decorria o encontro, não prestou declarações.
O fundador do Livre, Rui Tavares, também só falou antes da reunião começar, fugindo à questão se mantém ou não confiança em Joacine depois de a deputada ter acusado o partido de nunca a ter apoiado. Apenas disse estar "perplexo" com o que está a acontecer, sublinhando que "o partido vai voltar à trilha da seriedade".
PORMENORES
Voto da discórdia
O mal-estar entre a deputada e o Livre estalou quando, na sexta-feira, Joacine se absteve na condenação do ataque israelita à Palestina, no Parlamento.
Guerra de comunicados
Um dia depois o Livre condenou a abstenção de Joacine, que deveria ter votado a favor. A deputada atribuiu a culpa à falta de comunicação com o partido.
"Fui eleita sozinha"
Joacine emitiu um comunicado que não caiu bem. Depois, disse ao Observador que foi eleita sozinha e sem o apoio do partido. Foi a ‘gota de água’ no Livre.
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