Francisco Rodrigues dos Santos ganha eleições e diz querer partido sexy e “nova direita”
Novo líder quer mais câmaras em 2021 e recusa ser “muleta” numa maioria de direita.
Um partido "sexy", dono de "uma identidade clara e com rosto visível", que se transforme na "nova direita" e seja "o braço-direito de todos os portugueses, com genica". É este o CDS "coeso e preparado" que Francisco Rodrigues dos Santos, líder eleito no congresso deste fim de semana, em Aveiro, pretende. E já traçou metas: "Que em vez de contar vereadores, conte muitos presidentes de câmara" nas autárquicas de 2021; e que nas Legislativas de 2023 chegue ao Governo uma "nova maioria de direita". E o PSD já admite o diálogo "com facilidade", diz Paulo Mota Pinto.
O sucessor de Assunção Cristas recusa, no entanto, ser "muleta" de outros: "À direita lidera o CDS, não lidera qualquer outro partido."
O novo presidente - conhecido pela alcunha ‘Chicão’ -, diz que o momento é de "reconciliação", até com o passado, referindo Paulo Portas e Manuel Monteiro. Deu a António Carlos Monteiro (próximo de João Almeida) um dos sete lugares de vice-presidente, ao lado de Filipe Lobo d’Ávila (que chegou ao congresso como candidato), e integrou Abel Matos Santos (outro oponente) na comissão executiva. Mas encontra resistências nos eleitos do partido no Parlamento (ver caixas).
Para o País, defende um "choque fiscal", a reforma da Justiça e a aposta na Saúde e na segurança, além da necessidade de "resgatar o Estado e a economia da ditadura de interesses, combatendo a corrupção e o colapso ético e moral do sistema político".
Considera que o renovado CDS será capaz de "surpreender". Em representação do Governo, o secretário de Estado Duarte Cordeiro viu "um partido ainda mais encostado à direita" e José Luís Carneiro (PS) "um conjunto grande de generalidades e nada de concreto". Já ‘Chicão’ promete "acabar com a folga dada na oposição ao Governo de António Costa".
João Almeida diz que relação entre direção e bancada parlamentar será "institucional"
O deputado João Almeida afirmou que gostaria de ter ouvido falar mais de união do partido no primeiro dia do congresso - houve apupos ao ‘histórico’ Pires de Lima - e diz que a relação entre a nova direção e os deputados será "institucional". No discurso deste domingo, raramente aplaudido por João Almeida, o novo líder do CDS elogiou-o: "Estará no Parlamento um fantástico grupo de deputados da mesma craveira e capacidade de João Almeida."
Gonçalves Pereira substitui Cristas
Assunção Cristas deixa esta segunda-feira o lugar no Parlamento e será substituída por João Gonçalves Pereira, líder da distrital de Lisboa e o nome que se segue na lista de candidatos que o CDS apresentou por Lisboa às Legislativas. A já ex-líder do CDS é vereadora em Lisboa e docente universitária.
PERFIL Advogado, nasceu em Coimbra a 29 de setembro de 1988 (31 anos) e lidera a Juventude Popular desde 2015. Foi considerado pela revista ‘Forbes’ um dos 30 jovens mais brilhantes e influentes da Europa.
Foi, até dezembro, vogal da direção de Frederico Varandas no Sporting. É admirador de Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Winston Churchill.
PORMENORES Centenas de votos brancos
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Convite polémico
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"Que corra tudo bem"
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