"Não nos conformamos com desastre humanitário": Montenegro fala pela primeira vez na ONU e apela à paz no Médio Oriente

Primeiro-ministro discursou na 79.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

26 de setembro de 2024 às 19:52
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou, durante o discurso na 79.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, que decorre esta quinta-feira, em Nova Iorque, que Portugal é candidato a um lugar de membro não-permanente do Conselho de Segurança, para o biénio 2027-2028.

"Guia-nos a vontade de trabalhar para prevenir os conflitos, promover um espírito de parceria, e proteger as pessoas, face às ameaças tradicionais, como o terrorismo, e às ameaças emergentes, como a biossegurança", disse Luís Montenegro.

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Durante o primeiro discurso na ONU, o primeiro-ministro português defendeu ainda a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e que a Posição Comum Africana e as pretensões do Brasil e da Índia de se tornarem membros permanentes.

"Enquanto a guerra prossegue, com consequências terríveis dentro e fora da Ucrânia, o Conselho de Segurança tem estado em silêncio. Esperamos que agora no Líbano o Conselho de Segurança possa ser eficaz para evitar o aumento da escalada", disse.

O primeiro-ministro abordou ainda a a guerra no Médio Oriente e disse estar "profundamente preocupado com a situação humanitária e a perigosa escalada na região do Médio Oriente" e condenou os ataques do Hamas a 7 de outubro de 2023 e exigiu a libertação de todos os reféns.

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"Não nos conformamos com o desastre humanitário e o crescimento do número de vítimas civis em Gaza", acrescentou.

O primeiro-ministro português afirmou ser "imperativo retomar negociações com vista à implementação da solução dos 2 Estados – a única que poderá trazer paz e estabilidade à região".

Luís Montenegro lembrou ainda a "legítima a ambição da CPLP de ver a língua portuguesa reconhecida como língua oficial das Nações Unidas".

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