Ministro da Administração Interna garante estar "absolutamente blindado"

Luís Neves sublinhou que escutou "com o maior respeito" a opinião de Passos Coelho, mas sustentou que está "absolutamente tranquilo".

26 de fevereiro de 2026 às 20:13
Foto: João Relvas/Lusa
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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse esta quinta-feira que respeita as críticas sobre a sua passagem direta de diretor da Policia Judiciária para o Governo, garantindo que está "absolutamente blindado" relativamente à área de informação.

"Se sentisse que havia um mínimo de conflito de interesse relativamente a esta questão, eu próprio não teria aceite" a nomeação para o cargo, disse aos jornalistas Luís Neves, no final da sessão solene de abertura do ano académico 2025/2026 do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna.

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O novo ministro foi questionado sobre as críticas do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho que considerou "um precedente grave" a passagem direta de Luís Neves de diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) para ministro da Administração Interna.

Luís Neves sublinhou que escutou "com o maior respeito" a opinião de Passos Coelho e de "outras pessoas que escreveram e opinaram a esse propósito", mas sustentou que está "absolutamente tranquilo" e que "é saudável" existirem opiniões distintas.

"Nunca houve qualquer interferência, nunca houve qualquer pergunta, nunca houve qualquer pesquisa. Por isso, eu quero dizer que a esse respeito eu estou absolutamente blindado relativamente à área de informação", precisou.

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Luís Neves recordou que "o diretor nacional da Polícia Judiciária não investiga, aporta meios", sublinhando que a instituição policial tem "uma forma orgânica de guardar segredo".

"Senti-me completamente tranquilo e à vontade para dar este passo. Eu estava a um ano e meio de acabar a minha comissão de serviço, para dar este passo de completa segmentação. Além disso, a PJ não depende de mim e depende da área da justiça", sustentou.

Luís Neves, que foi oito anos diretor nacional da PJ, foi empossado na segunda-feira como ministro da Administração Interna substituindo Maria Lúcia Amaral, que se demitiu do cargo depois da onda de críticas à forma como atuou e geriu a resposta à depressão Kristin, que assolou o país no final de janeiro.

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