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Leitão Amaro sublinha coesão e estabilidade do Governo sem comentar críticas de Passos Coelho sobre novo MAI

Antigo líder do PSD considerou "um precedente grave" a passagem do diretor nacional da PJ para ministro da Administração Interna.

26 de fevereiro de 2026 às 17:26

O ministro da Presidência manifestou-se esta quinta-feira convicto da coesão e estabilidade do Governo, escusando-se a comentar quaisquer declarações do ex-primeiro-ministro Passos Coelho, transmitindo apenas a "grande consideração e estima pessoal e política" que tem por ele.

Na conferência de imprensa no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro foi, por várias vezes, questionado sobre as declarações recentes do antigo líder do PSD, que considerou "um precedente grave" a passagem do diretor nacional da PJ para ministro da Administração Interna e defendeu que, se o Governo não conseguir fazer passar reformas no parlamento, pode "pedir mais força ao eleitorado"

"Relativamente às declarações em concreto do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, posso-lhe apenas dizer que não foram discutidas no Conselho de Ministros, não me vou pronunciar sobre as mesmas, sem prejuízo de ter pelo ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho uma grande consideração e estima pessoal e política", começou por afirmar o ministro.

Novamente questionado sobre estas declarações e se poderão provocar instabilidade na AD - como disse esta quinta-feira o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro -, Leitão Amaro afirmou, em tom bem-disposto, até ficar surpreendido com a criatividade da comunicação social para colocar as mesmas perguntas de forma diferente.

"Não tenho mais nada a acrescentar, a cada reunião do Conselho de Ministros eu fico mais - além de feliz por o integrar - convicto da sua coesão, da sua estabilidade, da sua vontade de cumprir o Programa de Governo e da sua agenda transformadora, com olhos na única coisa que nos interessa, que é a vida dos portugueses, resolver os seus problemas e deixarmos um país melhor", afirmou.

À pergunta se as críticas de Pedro Passos Coelho -- que questionado a vontade do executivo de fazer verdadeiras reformas - poderão vir a ter alguma ponderação nas decisões governativas, o ministro preferiu dar uma resposta genérica e salientar "a agenda transformadora".

"Se iremos fazer uma ponderação das decisões políticas e legislativas... Fazemo-la sempre, a propósito de todas as medidas, ponderando-as com profundidade : estudamos, ouvimos, discutimos, sempre numa lógica de cumprir o programa de Governo, com ambição para transformar, agora também para recuperar o país e todas as zonas afetadas, para dar mais resiliência para outros territórios, mas há todo um programa e uma agenda transformadora, com 10 pilares de reformas, de mudanças, que o Governo está muito empenhado em realizar", assegurou.

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