55 milhões para Neeleman foram pagos pelo Estado e não pela TAP
Advogados tinham entendimento diferente de Diogo Lacerda Machado.
Pedro Nuno Santos confirmou esta quinta-feira que os 55 milhões de euros pagos ao antigo acionista privado da TAP David Neeleman saíram dos cofres do Estado, e não da companhia aérea, tendo sido fruto de uma negociação que evitou uma disputa judicial. "A sociedade de advogados que assessorou o Governo dizia que o risco de litigância era pagarmos os valores do acordo parassocial pelo seu valor nominal (224 milhões de euros)", afirmou o ex-governante.
Pedro Nuno manifestou a sua discordância com o que disse na CPI o ex-administrador Diogo Lacerda Machado, que defendeu que as condições excecionais criadas pela pandemia poderiam servir de argumento para anular o acordo parassocial assinado com o Estado quando a TAP foi privatizada em 2015. "O que sei é que os advogados contratados pela Parpública tinham um entendimento diferente e é a partir desse entendimento que se faz essa negociação", disse.
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