Alta velocidade avança na despedida do Governo
Secretário de Estado quer “deixar tudo preparado” para a construção avançar após as eleições.
O Governo avançou com a linha de alta velocidade Lisboa-Porto no último dia do executivo em plenas funções. Dessa forma, serão limitadas as intervenções nos terrenos aprovados para receber o TGV, para que o projeto possa começar.
No derradeiro Conselho de Ministros, realizado esta quinta-feira no Porto, o secretário de Estado das Infraestruturas, Frederico Francisco, afirmou que "naquele corredor que está aprovado não se pode fazer quaisquer alterações urbanísticas, abate de árvores ou movimentação de solo", naquele que diz ser o "investimento mais importante da primeira metade do século XXI". O governante destacou a importância da obra, que irá "reduzir a viagem de três horas para uma hora e 15 minutos".
Frederico Francisco apontou para o próximo ano o arranque dos concursos para dar início às obras da alta velocidade, para que a primeira fase do projeto, que vai ligar Porto e Soure, no distrito de Coimbra, fique operacional em 2028, garantindo que o executivo "deixará tudo preparado para que o futuro Governo possa tomar uma decisão".
Da reunião entre ministros ficou determinado que a ANA avançará com os investimentos no Aeroporto Humberto Delgado, que passarão por desativar o Aeroporto de Figo Maduro, utilizado pela Força Aérea. "O Governo não está a obrigar a ANA a fazer nada que não estivesse já obrigada a fazer", apontou.
Após a demissão do primeiro-ministro, o executivo passou a estar em gestão, altura em que vai estar limitado aos atos estritamente necessários para a gestão dos negócios públicos, o que deixará para depois das eleições algumas das decisões mais importantes para o País, como a localização do novo Aeroporto de Lisboa ou a privatização da TAP. Poderes limitados na hora da despedida de António Costa.
E TAMBÉM
Demissão oficializada
Marcelo Rebelo de Sousa oficializou esta quinta-feira a demissão do Governo, com efeitos a partir de hoje, revela uma nota de dois parágrafos publicada, pouco após as 22 horas, no site da Presidência. "Até à posse do seu sucessor, o Governo assegurará [...] os ‘atos estritamente necessários para assegurar os negócios públicos’", conclui o comunicado.
35 diplomas aprovados
Na última reunião do Conselho de Ministros foram aprovados 35 diplomas, desde a área da saúde, do turismo, até a temas relacionados com o PRR.
Chave de ouro
O primeiro-ministro disse que o último dia de Governo em plenas funções foi "fechado com chave de ouro" com o Conselho de Ministros realizado no Porto, que fez parte da iniciativa de levar o executivo a locais fora de Lisboa.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt