Arguida admite irregularidade
Ex-presidente da empresa municipal reconheceu que concurso devia ter sido anulado.
Aex-presidente da Gebalis admitiu ontem, em julgamento, que a construção da sede da empresa assentou numa irregularidade e que o concurso de adjudicação deveria ter sido anulado.
"Foi uma irregularidade. Devia ter sido anulado e lançado um novo concurso. Era o que devíamos ter feito e não fizemos", disse Maria Eduarda Rosa, que prestou declarações na primeira audiência.
A arguida rejeitou a tese da acusação – segundo a qual a obra foi artificialmente desdobrada em sete empreitadas –, garantindo que foi por "acaso" que a construtora Sofranda ganhou todas as empreitadas. A ex-presidente da empresa municipal referiu ainda "desconhecer" o facto de a Sofranda ter entregado a obra, em subempreitada, à Maneco. Tal como Maria Eduarda Rosa, também Luís Anglin de Castro, ex-diretor do departamento de engenharia, e dois sócios-gerentes estão acusados de corrupção, participação económica em negócio e falsificação de documento, por suspeitas de recorrerem a um esquema ilícito na obra de construção da sede da Gebalis, entre 2004 e 2005. Os dois outros arguidos, funcionários, vão ser ouvidos na próxima sessão, a 4 de novembro, às 13h30.
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