Bairros históricos com acesso pago

Entrar de automóvel nos bairros históricos de Lisboa poderá passar a ser possível apenas mediante pagamento. Trata-se de um projecto-piloto que a EMEL – Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa – está a desenvolver e que visa reduzir o tráfego em zonas como Alfama, Bica e Castelo.

27 de janeiro de 2009 às 00:30
Bairros históricos com acesso pago Foto: Natália Feraz
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"O objectivo é alterar o modelo de funcionamento desses bairros, criando portas de entrada e saída e parques de estacionamento à superfície", explicou ao CM Mário Lourenço, que até à semana passada integrava o conselho de administração da EMEL e, neste sentido, conhece bem o projecto.

O novo modelo consiste em criar um sistema automático de acesso aos bairros históricos da capital, semelhante ao já existente em algumas zonas da cidade (Bairro Alto), cuja entrada é livre apenas para residentes e comerciantes. A novidade no modelo a desenvolver é que o acesso é alargado a cidadãos não-residentes, mas mediante pagamento. Ou seja, através da inserção do cartão de crédito, o condutor acciona o sistema de recolha do pilarete e fica com a passagem livre.

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O projecto ainda é prematuro, só devendo estar concluído daqui a três meses. Numa primeira fase, será implementado apenas num bairro, a designar. Caso se manifeste uma iniciativa de sucesso, será estendida a outros bairros .

Para já, a EMEL está a conceber estudos de tráfego e de mobilidade. "Este é um projecto de alta responsabilidade, que não pode ser feito levianamente", sustentou o ex-administrador da empresa municipal.

SAIBA MAIS

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SISTEMA CENTRALIZADO

A EMEL está a implementar no Príncipe Real os primeiros parquímetros com um sistema que envia informações para uma central de controlo.

6630

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novos lugares pagos é o número de estacionamentos que a EMEL vai criar até 2010.

4479

é o número de lugares que vão nascer, no decorrer deste ano, exclusivos para residentes.

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NOVA ADMINISTRAÇÃO

António Júlio de Almeida, Tiago Farias e Rogério Lopes Pacheco foram nomeados na semana passada para  administrar a EMEL na  sequência da demissão  de Marina Ferreira.

SEM PALÁCIOS PARA HOTÉIS

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A Comissão Municipal de Habitação chumbou os projectos da Câmara de Lisboa para alienar cinco palácios e transformá-los em hotéis de charme. De acordo com o presidente da Comissão, Pedro Portugal, o parecer negativo surgiu por haver dúvidas sobre "se não pode ser dado outro fim àquele valioso património".

O parecer negativo não é vinculativo, mas foi aprovado por unanimidade. A presidência da Câmara, liderada por António Costa, reagiu ao parecer com "estupefacção".

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