BE quer debate sobre saúde mental e denuncia falta de apoio longe dos centros

José Manuel Pureza considera que "o país está, aparentemente, a sair de um episódio muitíssimo traumático para uma grande parte da comunidade nacional".

20 de fevereiro de 2026 às 18:09
José Manuel Pureza Foto: Bruno Colaço/Correio da Manhã
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O coordenador do Bloco de Esquerda defendeu esta sexta-feira a importância de um debate sobre a saúde mental, quando parte do país vive traumas provocados pelo mau tempo, e a necessidade de apoio através do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"O país está, aparentemente, a sair de um episódio muitíssimo traumático para uma grande parte da comunidade nacional e, seguramente, isso vai ter impacto sobre o equilíbrio, a serenidade das pessoas. Este é um momento, por isso, para falarmos muito a sério destas questões, sem tabus, mas com toda a coragem de abordar este problema", defendeu José Manuel Pureza.

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O coordenador do BE falava à agência Lusa em Viseu, aquando da visita ao Centro de Apoio de Alzheimer, "único no distrito e na região Centro", segundo o seu responsável, José Carreira, e que presta assistência a cerca de 500 pessoas.

José Manuel Pureza defendeu a necessidade de haver uma "política pública muito forte para resposta a estas situações, que haja muito apoio a associações" como a que visitou e que "dão o melhor que têm e o melhor que há" para acompanhar as pessoas que precisam.

Essa resposta, considerou, deverá ser dada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), através de escalas de maior proximidade, "que é muito importante" como são as unidades de saúde familiar (USF) e unidades locais de saúde (ULS).

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"Para que haja um acolhimento, uma integração de valências de saúde mental em todo o território nacional, infelizmente isso não é o caso, designadamente fora das grandes concentrações hospitalares há défice de acompanhamento clínico destas situações", apontou.

A questão da saúde mental, acrescentou, tem "uma valência clínica, mas também social" e por isso "é muito importante que haja um diálogo entre os vários responsáveis para que as famílias e as pessoas que sofrem destas patologias tenham um acompanhamento muito consistente".

Segundo este responsável, "essa responsabilidade é dos poderes públicos, do Governo e o foco disto tem que ser o SNS".

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"Nós precisamos de gente que tenha coragem de suscitar o problema e precisamos de gente que tenha a coragem, a bravura, de estar ao lado de quem sofre dessas patologias", disse ainda José Manuel Pureza.

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