Bloco de Esquerda insta PSD a afirmar se apoia ou não revisão constitucional
Na sexta-feira, o presidente do Chega, André Ventura, comprometeu-se a iniciar o processo de revisão constitucional "até ao final do ano".
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, instou este sábado o PSD pronunciar-se sobre "se apoia ou não apoia uma revisão constitucional", afirmando que "não se pode refugiar num silêncio tático".
O coordenador do partido, que falava em conferência de imprensa na sequência da reunião da Mesa Nacional do partido, afirmou que "o PSD tem de dizer publicamente se apoia ou não apoia uma revisão constitucional", que, segundo o BE, se "destina pura e simplesmente a descaracterizar o modelo democrático que resultou do 25 de Abril".
"O PSD está confrontado com a exigência democrática de ser claro nesta matéria, o PSD tem que clarificar a sua posição e não pode ser de outra maneira, não se pode refugiar num silêncio tático que se vai arrastando e que vai tornando esta situação cada vez mais insustentável", disse.
Na sexta-feira, o presidente do Chega, André Ventura, comprometeu-se a iniciar o processo de revisão constitucional "até ao final do ano".
O líder do Chega, que falou a propósito de uma notícia do Expresso que dava conta de que haveria um alinhamento à direita para uma eventual revisão constitucional, lembrou o compromisso do partido em "avançar com uma revisão constitucional para aumentar penas para crimes graves, para retirar o socialismo da Constituição, para permitir um novo modelo económico".
Ainda hoje, na sequência da reunião da Mesa Nacional, o BE decidiu que o aumento do custo de vida, onde se inserem "os preços dos bens essenciais incluindo os combustíveis, mas também os custos da habitação", deve ser o centro da sua política.
O partido criticou, ainda, a cedência da Base da Lajes aos EUA, afirmando que o Governo devia proibir a sua utilização: "A cedência da Base das Lajes por Portugal para a utilização agressiva por parte dos Estados Unidos constitui um fator que só nos diminui, não nos engrandece e o Governo devia ter a decência de proibir essas utilizações sem subterfúgios".
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