Câmara de Santiago do Cacém decreta três dias de luto municipal pela morte de António Chainho

António Chainho faleceu esta terça-feira na sua residência em Alfragide, nos arredores de Lisboa, no dia em que completaria 88 anos.

27 de janeiro de 2026 às 13:40
António Chaínho, guitarrista e músico Foto: Manuel Azevedo
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A Câmara de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, decretou três dias de luto municipal pela morte do mestre da guitarra portuguesa António Chainho e evocou o músico como "um dos mais notáveis intérpretes" daquele instrumento.

Numa nota de pesar publicada na sua página da rede social Facebook, o Município de Santiago do Cacém manifestou profundo pesar pelo falecimento do seu conterrâneo, natural de São Francisco da Serra, mestre da guitarra portuguesa, músico e compositor reconhecido nacional e internacionalmente.

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António Chainho faleceu esta terça-feira na sua residência em Alfragide, nos arredores de Lisboa, no dia em que completaria 88 anos, disse à agência Lusa o seu agente artístico.

Na nota, a Câmara de Santiago do Cacém realçou que António Chainho "levou o nome da sua terra natal além-fronteiras, afirmando-se como uma figura maior da música portuguesa e como um dos mais notáveis intérpretes da guitarra portuguesa".

"Ao longo de uma carreira com mais de seis décadas, contribuiu de forma decisiva para a valorização, inovação e divulgação deste instrumento emblemático da nossa identidade cultural", frisou.

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O município recordou também a atribuição do nome do músico ao auditório municipal da cidade e a abertura da Escola Municipal da Guitarra Portuguesa Mestre António Chainho, como forma de o homenagear e tendo "como fundamento a valorização de um marco da identidade local".

"A sua obra, marcada pela mestria, sensibilidade e respeito pela tradição, permanecerá como um legado inestimável para a cultura portuguesa e para as gerações futuras", salientou a autarquia, endereçando condolências "à família, amigos e a todos os admiradores de António Chainho".

A carreira de António Chainho conta com sete álbuns editados em nome próprio e um DVD - "Ao vivo no CCB" - e a partilha de interpretações com nomes como Fernando Alvim, que foi viola de Carlos Paredes durante mais de 25 anos, Gal Costa, Fafá de Belém, María Dolores Pradera, José Carreras, Adriana Calcanhotto, Saki Kubota, Elba Ramalho, Sonia Shirsat, Remo Fernandes, Hélder Moutinho, Rui Veloso, Paulo de Carvalho e Nina Miranda, entre outros.

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Em finais da década de 1970, começou a preocupar-se com a necessidade de um curso de guitarra portuguesa para novos instrumentistas, que viria a concretizar décadas depois, com a abertura do ensino da guitarra portuguesa no Museu do Fado, em Lisboa, e numa escola, com o seu nome, em Santiago do Cacém, seu concelho natal, em 2005.

Em 2022, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou António Chainho com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, que distingue os que prestaram "serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores".

A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, também já lamentou esta terça-feira a morte do guitarrista, lembrando que o legado artístico de António Chainho "continuará vivo em Portugal e no mundo".

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