Câmara do Porto aprova permuta de terrenos junto à Ribeira da Granja para resolver litígio judicial

Vereador afirma que acordo abrirá troço Delfim Pereira da Costa que constitui "uma alternativa para quem sai da VCI".

10 de fevereiro de 2025 às 17:48
Câmara Municipal do Porto Foto: Direitos Reservados
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O executivo municipal do Porto aprovou, por maioria, a desafetação de uma parcela de terreno junto à Ribeira da Granja e uma permuta a celebrar com a Civilria para resolver um litígio judicial.

A proposta foi aprovada, esta segunda-feira, com os votos favoráveis do movimento independente, PSD, PS e com a abstenção do BE e CDU, e segue para deliberação da Assembleia Municipal.

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Em causa está a desafetação de uma parcela de terreno municipal, situada entre a Rua de S. João do Porto e a Rua de Grijó, e incorporada no domínio público na sequência de uma operação urbanística, aprovada em 2002 durante o primeiro mandato de Rui Rio.

Na sequência da desafetação, o município pretende celebrar uma permuta com a Civilria, proprietária da maior parte dos terrenos que existem naquela zona e "tentar estabelecer um acordo" com o proprietário privado, esclareceu o vereador do Urbanismo, Pedro Baganha.

"Pretende-se terminar com uma ação que decorre no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto (TAF), onde é contestado o ato de indeferimento de um projeto, mas que, no fundo, o que está a ser reclamada é a reposição da capacidade construtiva que tinha sido definida há muitos anos atrás e com a qual a Câmara do Porto não se conforma", afirmou.

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Segundo o vereador, além de terminar com o litígio, o acordo tem "outras grandes vantagens", como a abertura do troço Delfim Pereira da Costa, que liga a Rua de Grijó à Rua de Serralves, e que constitui "uma alternativa para quem sai da VCI [Via de Cintura Interna]".

"Essa rua está pronta, mas está encerrada há demasiado tempo e este acordo permitirá abrir desde já", afirmou.

Outra "vantagem" do acordo é a construção de um parque verde ao longo do leito da Ribeira da Granja em terrenos públicos e privados, sendo que a sua criação será da "responsabilidade do particular".

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Está também prevista a construção de uma bacia de retenção para mitigar o risco de inundações da Ribeira da Granja.

"Será uma operação urbanística construída pelo particular e entregue à câmara municipal", assinalou.

Pedro Baganha acrescentou ainda que a capacidade construtiva nos terrenos que podem ser objeto de uma operação urbanística será "alinhada com o atual Plano Diretor Municipal (PDM) e abaixo do que está a ser reclamada em tribunal".

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Com o acordo, a Civilria pretende apresentar um novo pedido de licenciamento para uma operação urbanística, que já irá abranger a parcela municipal a desafetar.

Na sequência da permuta, foi atribuído um valor de 55.694,46 euros ao terreno da Civilria e 3.624.000 euros à parcela do município, resultando numa diferença de 3.568.305,54 euros, sendo que 2.513.560 euros serão pagos pela Civilria por compensação pelos trabalhos de construção da bacia de retenção e do parque urbano.

O remanescente, no valor de 1.054.745,54 euros, será pago em dinheiro pela Civilria ao município.

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Também em declarações aos jornalistas, as vereadoras do PS e PSD disseram concordar com os pressupostos da proposta e realçaram a importância do parque urbano e da bacia de retenção para a Ribeira da Granja.

Por sua vez, as vereadoras da CDU e do BE destacaram a necessidade de terem mais informação sobre o assunto, bem como da auditoria solicitada em julho de 2019 pelo presidente da Câmara do Porto ao processo.

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