Câmara do Porto espera ter Plano de Urbanização de Campanhã aprovado antes do verão
Maiores transformações previstas são a criação de um anel rodoviário em redor da estação de Campanhã.
O vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, Pedro Baganha, disse, esta segunda-feira, esperar que "antes do verão" seja aprovada a versão final do Plano de Urbanização de Campanhã, cuja execução foi prolongada por nove meses.
O executivo aprovou, esta segunda-feira, por unanimidade, prolongar por mais nove meses a execução do Plano de Urbanização de Campanhã (PUC), por o tempo anteriormente previsto, de 24 meses, se ter revelado "insuficiente para concluir o procedimento".
Questionado pela vereadora Ilda Figueiredo, da CDU, se a prorrogação tinha por base "razões externas", o vereador com o pelouro do Urbanismo afirmou existir "algum atrito entre o operador contratado pela IP [Infraestruturas de Portugal] e o município", não detalhando, no entanto, as razões do "atrito".
Pedro Baganha esclareceu ainda que a maioria municipal pretende levar em março a abertura do período de discussão pública a deliberação no executivo e esperar ter "antes do verão" a versão final do plano aprovada.
A autarquia tinha aprovado um prazo de 24 meses em fevereiro de 2023 - ou seja, terminaria este mês - e, como o seu não cumprimento obrigaria à caducidade do procedimento, o vereador solicitou a prorrogação do prazo.
O plano está a ser desenhado pelo arquiteto e urbanista catalão Joan Busquets, no âmbito da introdução da linha ferroviária de Alta Velocidade na estação de Campanhã, que será renovada para receber o novo serviço.
As maiores transformações previstas são a criação de um anel rodoviário em redor da estação de Campanhã, incluindo um novo túnel entre a Avenida 25 de Abril e a atual rotunda que dá acesso ao Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), um novo arruamento exterior à Rua de Justino Teixeira com ligação à Rua Padre António Vieira e, na parte oriental, uma nova 'via Corniche' entre a zona do TIC e a Rua do Freixo, com acesso à nova praça nascente da estação, destinada à alta velocidade.
Para tal, terão de ser relocalizadas as indústrias presentes no local, como a Moagem Ceres e gráficas, e o troço da Rua Pinheiro de Campanhã junto à linha férrea será absorvido pela ampliação da estação.
Também a Quinta do Mitra, situada em Campanhã e reabilitada há mais de um ano fruto de um investimento de 1,2 milhões de euros, vai ter de ser demolida devido à alta velocidade, disse fonte da Câmara do Porto à Lusa em dezembro.
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