Em causa está uma carta enviada pelo novo proprietário aos moradores das 15 casas que compõe o bairro das Eirinhas, no Porto.
O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirmou esta segunda-feira que o município vai tentar clarificar junto da Diocese do Porto a situação dos moradores do bairro das Eirinhas, que temem ficar sem casa na sequência de uma permuta.
Em causa está uma carta enviada pelo novo proprietário aos moradores das 15 casas que compõe o bairro das Eirinhas, na freguesia do Bonfim, conforme avançou o Jornal de Notícias em 12 de fevereiro.
As casas, propriedade da Diocese do Porto, foram alvo de uma permuta, sendo o novo proprietário uma empresa de construção civil, o que levou os moradores a temerem ficar sem casa, adiantou o diário.
Questionado pelo BE sobre o tema, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, disse não existir "nenhum processo a tramitar" nos serviços do urbanismo e esclareceu que o município não pode exercer o direito de preferência por ainda não existir uma Operação de Reabilitação Urbana (ORU) naquela zona.
"Espero que se a diocese tenha a intenção de proceder à alienação daquelas casas contacte o município", referiu, comprometendo-se, no entanto, a contactar a diocese, apesar das "decisões unilaterais" que a instituição tem tomado.
Pelos socialistas, o vereador Tiago Barbosa Ribeiro esclareceu que uma delegação do PS visitou o local e falou com os 45 moradores, que afirmaram apenas ter recebido a carta que anunciava o novo proprietário.
"O município deve fazer um apelo à diocese para procurar ver se não é possível alguma intervenção e as razões do negócio", referiu, lembrando que naquele bairro "existe um grande espírito de comunidade que importa preservar".
Também Ilda Figueiredo, da CDU, apelou para que o município tentasse clarificar a situação com a Diocese do Porto.
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