Câmara do Porto unânime em prorrogar concessão do Edifício Transparente até 2026

Edifício tem demolição prevista no âmbito do Programa da Orla Costeira Caminha até 2028.

05 de maio de 2025 às 15:59
Rui Moreira Foto: DR
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O executivo da Câmara do Porto foi esta segunda-feira unânime em prorrogar até junho de 2026 a concessão do Edifício Transparente, que tem demolição prevista no âmbito do Programa da Orla Costeira Caminha -- Espinho (POC-CE) até 2028.

"Continuamos à espera que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) defina aquilo que se pode fazer ali", afirmou o presidente da câmara, Rui Moreira, à margem da reunião privada.

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Projetado pelo arquiteto catalão Solà-Morales e construído no âmbito da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, o Edifício Transparente foi concessionado em junho de 2004 por um período de 20 anos, prazo que já tinha sido prorrogado em 2024 por um ano e voltou esta segunda-feira a ser prolongado até 2026.

Em vigor desde 2021, o POC-CE identifica 46 áreas críticas e determina o recuo de dezenas de núcleos habitacionais, bem como a proteção da Praia Internacional no Porto, junto ao Edifício Transparente, cuja demolição está prevista até 2028.

Aos jornalistas, Rui Moreira afirmou existir uma "total falta de respeito" pelo município que, ano após ano, continua "à espera de saber o que o é que os técnicos da APA pensam sobre o edifício".

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"O que não podíamos deixar é que o edifício ficasse abandonado", referiu.

Questionado se tinham existido recentemente conversações entre a autarquia e a APA, o autarca independente disse "não valer a pena".

"A APA continua sem decidir", salientou, dizendo que o município está "de pés e mãos atados" nesta matéria.

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Pelo PS, a vereadora Rosário Gambôa partilhou a preocupação do autarca e as críticas à APA, e defendeu a necessidade do edifício vir a ter um uso público e estar integrado no Parque da Cidade.

Joana Rodrigues, da CDU, considerou que a decisão de demolir ou não o edifício "depende de vontade e de coragem" do Governo.

Também o vereador do BE, Sérgio Aires, defendeu que o edifício deve continuar a existir ainda que em moldes diferentes dos atuais, com uma vertente de serviço público como "um museu marítimo".

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