Camarate: Ex-PJ aborda morte de testemunha

Antigo inspetor, que diz não ter participado no caso, referiu a hipótese da morte da testemunha ter sido acidental.

09 de abril de 2015 às 18:29
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Um antigo inspetor da Polícia Judiciária considerou esta quinta-feira que a morte de uma testemunha da investigação à tragédia de Camarate pode ter sido mais uma entre as centenas por intoxicação de monóxido de carbono que testemunhou.

"Fui a dezenas de casos de mortes por inalação de monóxido de carbono. Era um período de adaptação das casas ao gás, ao funcionamento dos esquentadores, aos sistemas de exaustão. Morreram largas centenas de pessoas por todo o país, entre a segunda metade dos anos 70 e primeira dos anos 80. Foi uma verdadeira tragédia. Muitas vezes as coisas estavam mal montadas. Agora, felizmente, há regras e procedimentos para esses equipamentos", contou, ressalvando não ter sido encarregado do caso Camarate, em mais uma sessão do inquérito parlamentar em curso.

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Testemunha encontrada morta em 1983

O dono de um avião utilizado na campanha presidencial de 1980, José Moreira, e sua companheira, Elisabete, foram encontrados mortos num apartamento em Carnaxide, a 5 de janeiro de 1983.

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A testemunha morreu dias antes de testemunhar, também em comissão parlamentar de inquérito, sobre a queda do bimotor norte-americano que vitimou o primeiro-ministro Sá Carneiro, seu ministro da Defesa, Amaro da Costa, e restante comitiva, a 4 de janeiro de 1980.

Os trabalhos da X Comissão Parlamentar de Inquérito à Tragédia de Camarate, suspensos desde dezembro de 2013, foram retomados esta semana e têm conclusão prevista para o final do mês.

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