Relatório parlamentar faz duras críticas à atuação da PJ e do procurador-geral da República.
É a última peça de uma história com 34 anos. José Moreira, proprietário de um avião, foi assassinado em janeiro de 1983, antes de dar um depoimento crucial no primeiro inquérito parlamentar à tragédia que levou à morte primeiro-ministro Sá Carneiro e do ministro da Defesa Amaro da Costa, a 4 de dezembro de 1980.
Para a X comissão de inquérito à tragédia, não há dúvidas de que houve atentado – e José Moreira terá feito uma investigação por conta própria sobre a queda do avião que levou à tragédia.
A morte de José Moreira e da sua companheira, Elisabete Silva, foi considerada acidental. Mais tarde concluiu-se que havia indícios de crime, e o relatório do inquérito diz que "foi evidenciado, com elevado grau de confiança", que o casal foi assassinado. Por isso, a atuação da PJ e do procurador-geral da República Cunha Rodrigues foi "deficitária, com gritantes e evidentes lacunas".
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