Carlos César considera "um disparate" falar de colagem do PS ao Governo

Presidente do PS foi questionado sobre as críticas de alguns militantes socialistas sobre uma colagem do partido ao Governo, à entrada para o 25.º Congresso do PS, em Viseu.

27 de março de 2026 às 19:33
Carlos César, presidente do PS Foto: Direitos Reservados
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O presidente do PS, Carlos César, considerou esta sexta-feira "um disparate" ver uma colagem dos socialistas ao Governo e considerou que o antigo primeiro-ministro Cavaco Silva demonstrou estar "frontalmente contra a política de alianças" do executivo.

Em declarações aos jornalistas à entrada para o 25.º Congresso do PS, em Viseu, Carlos César foi questionado as críticas de alguns militantes socialistas sobre uma colagem do partido ao Governo e respondeu que "isso é um disparate".

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"Como é que nós havíamos de nos colar à governação? Nós o que precisamos, e amanhã di-lo-ei, é de trabalhar pelo bom governo de Portugal, e isso nós devemos, de modo sistemático e de modo constante, manter como a nossa aposta e propósito. Nós não nos devemos envergonhar de propor coisas boas para o país lá por o Governo de ser do PSD ou de outro partido qualquer", acrescentou.

O antigo chefe do Governo Regional dos Açores argumentou que quem "tem vergonha com isso, envergonha-se também dos benefícios que o Partido Socialista passa a propor", considerou que o PS "tem de ser parceiro dos portugueses" e que o futuro deve passar por um papel de "oposição construtiva".

Questionado sobre o texto publicado no semanário Expresso pelo ex-Presidente da República e antigo primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva, o socialista disse que o que mais reteve "foi a orientação desse artigo frontalmente contra a política de alianças do atual Governo".

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"É um artigo que marca a divergência do professor Cavaco Silva com o doutor Luís Montenegro. Quanto a conselhos ao Partido Socialista, eu estava mesmo ansioso que o professor Cavaco Silva nos indicasse o caminho da vitória", ironizou.

Em causa está um artigo de Aníbal Cavaco Silva, intitulado "O dinheiro não cai do céu, no qual o antigo chefe de Estado pede a Luís Montenegro "forte determinação e coragem política" para fazer reformas de forma a permitir o crescimento da economia e alerta que o Chega não é um partido confiável.

O 25.º Congresso Nacional arranca hoje em Viseu com o discurso do secretário-geral reeleito, José Luís Carneiro, a marcar o início dos trabalhos.

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Até domingo, Viseu recebe o congresso de consagração de José Luís Carneiro como líder do PS, depois da sua reeleição nas diretas, de novo em lista única, como secretário-geral do partido, com 97,1% dos votos.

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