671 delegados ao congresso vão discutir a situação do partido, além de elegerem os órgãos do partido, os primeiros da liderança de Carneiro.
O 25.º Congresso Nacional arranca esta sexta-feira em Viseu com o discurso do secretário-geral reeleito, José Luís Carneiro, a marcar o início dos trabalhos.
Até domingo, Viseu recebe o congresso de consagração de José Luís Carneiro como líder do PS, depois da sua reeleição nas diretas, de novo em lista única, como secretário-geral do partido, com 97,1% dos votos.
Os 671 delegados ao congresso, cerca de metade da reunião magna anterior, vão discutir a situação do partido, além de elegerem os órgãos do partido, os primeiros da liderança de Carneiro já que, a primeira vez que assumiu a secretaria-geral, foi apenas para completar o mandato de Pedro Nuno Santos.
O momento mais esperado será o discurso de José Luís Carneiro na sessão de abertura, marcada para as 19h00, numa altura em que a relação entre o PS e o Governo tem sido discutida na sequência do impasse para a eleição dos órgãos externos do parlamento, especialmente o Tribunal Constitucional.
Após uma manchete do Expresso a noticiar que os socialistas admitem romper todo o diálogo político com o Governo caso fiquem de fora das indicações de juízes para o TC, uma decisão que poderá atingir o Orçamento do Estado, Mariana Vieira da Silva acusou, em declarações à Lusa, o PSD de "rutura com o PS" e avisou para uma "nova fase" na relação entre os partidos.
A primeira intervenção da sessão abertura será feita pelo presidente da COC, Francisco César, estando ainda prevista a intervenção do anfitrião, o presidente da Câmara de Viseu, João Azevedo, e da presidente do Grupo Parlamentar dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, Iratxe Garcia.
Antes disso, pelas 15h00, segundo o programa disponível, está previsto o início da credenciação dos delegados e das votações para Presidente do PS (cargo ao qual Carlos César se recandidata segundo confirmou o próprio à Lusa), Mesa do Congresso, Comissão de Verificação de Poderes e Comissão de Honra, sendo este um processo eletrónico.
Segundo a lista a que a agência Lusa teve acesso, os ex-líderes do PS Pedro Nuno Santos, Ferro Rodrigues e Vítor Constâncio, o presidente honorário, Manuel Alegre, e os ex-ministros Alexandra Leitão, Fernando Medina e António Vitorino são alguns dos nomes que vão integrar a Comissão de Honra deste congresso.
"Contamos todos" é o mote da moção global de estratégia com que Carneiro diz querer preparar o PS "para todas as responsabilidades", apesar de não querer eleições antecipadas.
"O PS logrou as duas condições essenciais para uma vitória do centro-esquerda nas eleições presidenciais: ter um candidato; e só ter um candidato", refere a moção sobre as presidenciais ganhas pelo ex-líder do PS António José Seguro.
Paralelamente ao congresso, foi criada a "oficina do futuro", "um espaço vivo de participação, encontro e criação coletiva".
"Durante o Congresso do Partido Socialista há um espaço em que militantes, simpatizantes e sociedade civil podem debater, propor, questionar e imaginar o futuro em conjunto. Entre conversas rápidas, microfone aberto, ideias escritas nas paredes e momentos de criatividade, a Oficina transforma o Congresso do Partido Socialista num espaço ainda mais aberto, participativo e próximo", pode ler-se na página.
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