Carneiro acusa Montenegro de mostrar "desdém em relação à crise" dos exames

Para o secretário-geral do PS, Luís Montenegro "tem falhado" na coordenação da equipa governativa e, nos momentos de crise, "o Governo chega tarde e a más horas".

15 de julho de 2026 às 23:49
Carneiro acusou Montenegro, esta quarta-feira, de mostrar "desdém em relação à crise" dos exames Foto: PAULO NOVAIS/LUSA
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O secretário-geral do PS acusou esta quarta-feira o primeiro-ministro de demonstrar "uma imagem de desdém em relação à crise" nos exames nacionais, considerando que o Governo está a repetir um padrão de não assumir responsabilidades.

Segundo informação adiantada à Lusa por fontes socialistas, estas foram algumas das ideias que José Luís Carneiro defendeu no seu discurso inicial na Comissão Política Nacional do PS, que decorre esta noite na sede nacional do partido, em Lisboa, na véspera do debate do estado da nação.

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Um dos temas nos quais o líder socialista focou a sua intervenção foi na polémica dos últimos dias sobre os exames nacionais, acusando o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de estar a demonstrar "uma imagem de desdém em relação à crise que se abateu sobre as avaliações e classificações dos alunos".

Na análise de Carneiro, o executivo do PSD/CDS-PP repetiu um padrão sobre este tema ao não assumir responsabilidades e desvalorizar o problema, dando como exemplo o caso de professores que ainda esta quarta-feira estão a ser mobilizados para corrigir provas.

Para o secretário-geral do PS, Luís Montenegro "tem falhado" na coordenação da equipa governativa e, nos momentos de crise, "o Governo chega tarde e a más horas".

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Carneiro não deixou de fora do seu discurso as sondagens e referiu que os dados revelam que dois terços do eleitorado que "está desencantado com a AD" diz estar disponível para votar no PS.

O líder do PS reiterou que quer estabilidade política e repetiu um mantra que o acompanha desde as jornadas parlamentares: "não temos pressa, mas não podemos perder tempo".

Considerando que a tranquilidade é a base de um projeto político sólido, Carneiro defendeu que, ao fim de um ano da sua liderança, o PS conseguiu reconstruir "uma relação de progressiva confiança dos cidadãos".

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