Carneiro sem rival à vista no PS

Carlos César garante que o atual secretário-geral é “comummente aceite” como líder dos socialistas. Carneiro afirma que as diretas devem servir para relançar o PS como “única alternativa credível”

25 de janeiro de 2026 às 01:30
José Luís Carneiro é recandidato ao cargo de secretário-geral do PS Foto: EPA
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O presidente do PS não antevê candidaturas contra o atual secretário-geral, José Luís Carneiro, nas próximas eleições diretas. “A unidade dos partidos não é aferida pelo número de candidatos a determinados cargos (...), mas não tenho notícias, aliás, de que exista qualquer outra candidatura a perfilar-se para a liderança do PS”, disse no sábado Carlos César, após a reunião da Comissão Nacional do PS, em Lisboa. “É de presumir que o candidato mais forte e comum- mente aceite é José Luís Carneiro”, acrescentou.

Na sua intervenção na reunião da Comissão Nacio- nal, Carneiro defendeu que as eleições diretas devem ser um “momento de relançamento da iniciativa política” dos socialistas. “O PS tem de voltar a afirmar-se como a grande e a única alternativa política credível e de confiança para todas e para todos os portugueses”, vincou o secretário-geral, apontando o PS como “a grande força motriz das grandes transformações sociais, culturais, económicas e políticas em Portugal”.

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De acordo com Carneiro, o resultado de António José Seguro na primeira volta das eleições presidenciais mostrou que os eleitores “confiam em quem quer construir” e “rejeitam quem só quer destruir”. Seguindo esse exemplo, o PS estará disponível, com o atual líder, para “construir soluções de política duradoura e consensualizadas no campo democrático”, em áreas como a política externa, defesa, justiça e segurança interna.

SAIBA MAIS

Calendário

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A Comissão Nacional do PS aprovou, no sábado, o agendamento das eleições diretas para o cargo de secretário-geral para 13 e 14 de março e o XXV Congresso Nacional para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.

Mandato terminava em dezembro

O mandato de José Luís Carneiro terminava em dezembro. Era um mandato intercalar, já que foi para concluir o de Pedro Nuno Santos, que se demitiu após a derrota do PS nas eleições legislativas de maio do ano passado.

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