Catarina Martins questiona Bruxelas sobre demora na reposição da eletricidade

Eurodeputada bloquista diz que não é "compreensível" ausência de atuação a nível europeu.

13 de fevereiro de 2026 às 17:49
Catarina Martins critica atraso de respostas mais de duas semanas depois da depressão Kristin Foto: Paulo Novais
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A eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, questionou esta sexta-feira a Comissão Europeia sobre a demora na regularização do fornecimento de eletricidade em Portugal na sequência das tempestades, o que diz "não ser compreensível".

"Mais de 17 dias decorridos desde a passagem da tempestade Kristin e das demais que se seguiram, que provocaram uma interrupção generalizada no fornecimento de eletricidade em várias zonas de Portugal, ainda há dezenas de milhares agregados familiares sem acesso a energia elétrica, sem que a entidade responsável dê informações ou previsões para a regularização da situação", alertou a eleita do BE no Parlamento Europeu, numa carta enviada ao executivo comunitário.

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Para a eurodeputada bloquista, "não é compreensível que, apesar de se tratar de uma situação excecional", ainda se mantenha.

Também não acha "aceitável a ausência de informação por parte da E-Redes quanto à resolução do problema, especialmente quando se trata de uma situação que está a pôr em causa os direitos mais básicos das populações".

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Por essa razão, questionou a Comissão Europeia: "À luz do direito da União, não deveriam os operadores da rede mobilizar todos os meios técnicos e humanos disponíveis para assegurar a reposição urgente do fornecimento uma vez que se trata de uma situação excecional?".

Perguntou ainda se a instituição irá "solicitar esclarecimentos às autoridades portuguesas".

Citada pelo comunicado, Catarina Martins criticou a privatização da energia, que "deixou o Estado português nas mãos das empresas privadas e, no momento em que a população desespera, nem a empresa responsável nem a entidade reguladora parecem capazes de atuação em tempo útil".

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Os dados mais recentes, divulgados esta sexta-feira, dão conta de que o número de clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica no continente voltou a subir, sendo agora de 45 mil, devido ao surgimento de novas avarias e inundações, a maioria nas zonas de maior impacto da depressão Kristin.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

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A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

Estima-se que os prejuízos totais ultrapassem os quatro mil milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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