Centrão sob suspeita admite pacto para reformar justiça

AD e socialistas admitem chegar a acordo para acelerar investigações e decisões dos tribunais.

06 de maio de 2025 às 08:10
Microfone de rádio Foto: Getty Images
Partilhar

AD e PS admitem chegar a um consenso para reformar a justiça. A necessidade de um pacto de regime foi reconhecida pelas duas forças políticas, cujos líderes estão a ser alvo de averiguações preventivas pelo Ministério Público (MP), no último debate entre os principais candidatos. “Podemos concluir que a opção pelos megaprocessos não foi uma opção feliz, foi uma forma de prolongar as oportunidades de se poder ir adiando todas essas etapas processuais”, disse o primeiro-ministro.

Montenegro defendeu que é preciso encurtar prazos nos casos criminais, através do reforço dos meios da investigação, bem como acelerar os processos administrativos e fiscais, cuja demora “é muito penalizadora da vida económica e social do País”. O secretário-geral do PS concordou: quem investiga e quem decide tem de o fazer mais rapidamente. Pedro Nuno Santos quer acabar com o “caráter suspensivo de alguns recursos”, a descida das custas judiciais e “clarificação da estrutura hierárquica” do MP. A justiça foi umas das poucas áreas em que o chefe de Governo não esteve isolado. As críticas à comunicação durante o apagão juntaram a oposição no debate das rádios.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar