Chega insiste em debate de urgência sobre exames nacionais e propõe dia 17

Primeiro pedido, para dia 15, foi indeferido pelo presidente do Parlamento.

09 de julho de 2026 às 17:26
Partido Chega Foto: Sérgio Lemos/Sábado
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O Chega vai insistir na realização de um debate de urgência sobre os exames nacionais e propôs o dia 17 de julho, depois de o primeiro pedido, para dia 15, ter sido indeferido pelo presidente do Parlamento.

O anúncio foi feito pelo líder do Chega, André Ventura, numa conferência de imprensa na qual anunciou também que o partido quer ouvir no parlamento a ministra do Ambiente e também a presidente da Câmara de Almada e do SMAS na sequência das falhas de abastecimento de água naquele concelho.

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Sobre os exames nacionais, o presidente do Chega disse que o partido "não aceita esta não realização do debate de urgência, porque ele é mesmo urgente, e reintroduziu esse pedido para ser realizado no dia seguinte ao debate do Estado da Nação", ou seja, no dia 17 de julho, na próxima semana.

André Ventura disse querer ouvir o ministro da Educação no Parlamento sobre "as falhas na correção dos exames e o caos em que o Governo está a colocar famílias, alunos, professores, por causa da sua teimosia".

O deputado voltou também a apontar "suspeitas sobre a empresa de gestão da plataforma dos exames nacionais".

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Ventura disse que o partido vai pedir ao Governo que "esclareça que empresa é esta ou que empresas são estas, que ligações têm ao PSD e às estruturas do PSD, e que responsabilidade é que vão assumir pelo caos que estão a criar nesta situação dos exames nacionais".

"Aquilo que tem vindo a público nos últimos dias, nas últimas horas, mostra que há razões para não estarmos tranquilos em relação à adjudicação destes contratos, à forma como ocorreram e às ligações que têm. E, de facto, começa a ficar curto o caminho do ministro da Educação para conseguir resolver o problema e dar alguma explicação sobre isso", criticou.

No que toca à situação da falta de água em Almada, o presidente do Chega acusou o PS e o PSD de "passa culpas" e considerou que "este é um problema de responsabilidade da presidente da câmara, mas também do Governo".

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André Ventura defendeu que a mobilização de meios nacionais para ajudar a colmatar a situação e deu como exemplo o envolvimento das Forças Armadas ou a captação de água de outras zonas.

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