Chipre exprime condolências pela morte de Mário Soares

País classificou o antigo Presidente da República como um "grande homem de Estado".

12 de janeiro de 2017 às 16:54
PSD, CDS-PP, Portugal, Mário Soares, democracia, liberdade, Durão Barroso, António Guterres, política, partidos e movimentos Foto: EPA
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O presidente do Parlamento da República de Chipre, Demetris Syllouris, classificou Mário Soares como "um grande homem de Estado" no livro de condolências que assinou quarta-feira na embaixada de Portugal em Nicósia, referiu hoje a imprensa local.

Na sua mensagem de homenagem ao antigo Presidente e primeiro-ministro de Portugal, Syllouris -- que compareceu na qualidade de Presidente em exercício devido à ausência do chefe de Estado Nikos Anastasiades, que participa em Genebra das negociações sobre Chipre -- também exprimiu as "profundas condolências do Governo e do povo da República de Chipre" pelo falecimento de Mário Soares.

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O fundador do Partido Socialista (PS) morreu no sábado, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa.

O funeral realizou-se na terça-feira, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, após passagem do cortejo fúnebre pelo Palácio de Belém, Assembleia da República, Fundação Mário Soares e sede do PS, no Largo do Rato.

Antes, teve lugar uma sessão solene evocativa de homenagem nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, com intervenções da família, do Presidente da República, do presidente da Assembleia da República e do primeiro-ministro, através de um vídeo gravado durante a visita de Estado de António Costa à Índia.

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Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.

Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.

Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

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