Construtor deixa dívida milionária
O empresário Horácio Carvalho, que está a ser julgado no processo ‘Cova da Beira’, enfrenta ainda várias acções cíveis por dívidas superiores a quatro milhões de euros. Em causa estarão pagamentos de várias entidades, bancos e fundos monetários, para a realização de obras, em Portugal e no Brasil, que não terão chegado a ser feitas.
Segundo apurou o CM, é um escritório de advogados português, com experiência na área financeira, que está a acompanhar estas acções em tribunal, e que tem reunido informações sobre outros processos onde o empresário é arguido. Um dos casos que suscitou interesse foi precisamente o ‘Cova da Beira’, que está a ser julgado em Lisboa desde Setembro – e que envolve ainda António José Morais, antigo professor de José Sócrates, e a sua ex-mulher, Ana Simões, por suspeitas de favorecimento da empresa HLC no concurso para a construção da central de lixos da Cova da Beira em 1997. Os advogados tentaram saber se o Estado português tinha feito um pedido de indemnização cível, o que não aconteceu, uma vez que a central de tratamento de lixos custou cerca de 12 milhões de euros e há suspeitas de favorecimento da empresa de Horácio Carvalho, que faliu em 2010. A maior dificuldade nos processos que correm em Portugal e no Brasil contra Horácio Carvalho é conseguir notificar o empresário, que se encontra a viver em Inglaterra.
PERITOS AJUDAM ARGUIDOS
Jorge Oliveira e António Cardoso, os peritos ouvidos ontem pelo tribunal que está a julgar o empresário Horácio Carvalho, o ex-professor de José Sócrates, António José Morais, e Ana Simões, por suspeitas de favorecimento da empresa do primeiro, no concurso da central de lixos, afirmaram que a adjudicação à HLC foi correcta. Os peritos fizeram uma avaliação a pedido do próprio tribunal. Além disso, um ex-funcionário da empresa Ana Simões e Morais, Augusto Gama, serviu de alibi a António José Morais, ao afirmar que fez com este estudos para a HLC em Inglaterra e na Polónia para justificar os pagamentos de 58 mil euros que aparecem numa conta offshore que está em nome do ex-professor de Sócrates e da ex-mulher.
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