Costa garante que sem resultados da auditoria ao Novo Banco não haverá novas injeções

"Continuamos sem conhecer os resultados da auditoria", lamentou Catarina Martins no debate quinzenal.

07 de maio de 2020 às 17:27
António Costa, primeiro-ministro Foto: Pedro Catarino
António Costa Foto: Hugo Delgado/Lusa

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O primeiro-ministro, António Costa, garantiu hoje que "até haver resultados da auditoria" que está em curso ao Novo Banco "não haverá qualquer reforço do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução" para financiar a entidade bancária.

No debate quinzenal, a coordenadora do BE, Catarina Martins, perguntou a António Costa se mantinha "que não haverá nenhuma injeção no Fundo de Resolução e no Novo Banco até se conhecer a auditoria que está prometida, que está contratualizada e que tem que ser pública".

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"Sobre o Novo Banco a resposta que tenho para lhe dar não tem grande novidade relativamente à última vez que me fez a pergunta, ou seja, a auditoria está em curso e até haver resultados da auditoria não haverá qualquer reforço do empréstimo do Estado ao Fundo de Resolução para esse fim.

A líder do BE admitiu que já tinha questionado o primeiro-ministro "várias vezes sobre o sistema financeiro e sobre o Novo Banco".

"Disse-me no último debate quinzenal que achava que não era possível tomar decisões sobre o Novo Banco e sobre mais injeções de dinheiro público sem se conhecer os resultados da auditoria. Continuamos sem conhecer os resultados da auditoria, os prazos vão passando e sendo ultrapassados", lamentou.

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Outro dos temas em relação aos quais a Catarina Martins voltou a insistir foi a distribuição de dividendos pelas empresas em período de pandemia.

"O Governo tem dito e bem que é preciso proteger o emprego, nós também concordamos com isso. Vemos com muita estranheza que o Governo, como o PS e a direita, continuem a achar normal, até a incentivar, que empresas que despedem trabalhadores possam distribuir dividendos", lamentou, considerando que isto "é absolutamente inaceitável".

Na resposta, António Costa reiterou que "quer nas empresas que beneficiam de regime de `lay off´ ou de linhas de créditos não pode haver despedimentos".

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