Costa nega ter dado ordens ao PS para mudar sentido de voto na proposta do BE

Socialistas mudaram de opinião em relação às taxas das energias renováveis.

06 de dezembro de 2017 às 16:03
António Costa Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
António Costa Foto: Lusa
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O primeiro-ministro negou esta quarta-feira que tenha dado ordem à bancada do PS para alterar o sentido de voto em relação à proposta do BE de taxar as energias renováveis, defendendo que o caminho tem de ser pela renegociação.

No debate quinzenal na Assembleia da República, o tema foi introduzido pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que questionou António Costa se foi ele "que ordenou à bancada do PS que fizesse um 'flic flac' à retaguarda", alterando entre sexta e segunda-feira o sentido de voto em relação a uma proposta orçamental do BE, que visava taxar mais as empresas produtoras de energias renováveis.

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"O primeiro-ministro não dá ordens a deputado nenhum e muito menos a um grupo parlamentar. No que diz respeito a essa medida, a minha opinião é que essa medida não devia ser aprovada porque, se é uma prioridade a redução da tarifa energética, essa procura deve ser compatível com um objetivo e uma garantia: o objetivo da prioridade à promoção das energias renováveis e a garantia de estabilização das regras contratuais", defendeu o primeiro-ministro.

Segundo António Costa, "houve um conjunto de investimentos que foram feitos, porventura com regras que não deviam ter existido", por um conjunto de investidores com importância para a economia nacional.

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"Portugal não pode nem deve dar sinal aos investidores internacionais de alteração unilateral das regras, mas renegociar com os operadores a redução da tarifa", disse.

Na resposta, Hugo Soares acusou o primeiro-ministro de contradição, nomeadamente em relação ao processo de renacionalização da TAP.

"O senhor primeiro-ministro entende agora que o respeito pelos contratos em vigor é uma coisa muito importante, e relativamente à TAP? O senhor primeiro-ministro não quis respeitar o contrato que estava assinado", acusou Hugo Soares, numa altura em que António Costa já não tinha tempo para responder.

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O líder parlamentar do PSD salientou que, nas questões estruturais, o atual Governo do PS "é um Governo sozinho e esgotado porque não tem o apoio dos partidos" que o deveriam suportar, BE e PCP.

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