Crescimento brando põe metas em xeque
Economia cresceu 0,9% no segundo trimestre, metade da meta definida pelo Governo para este ano.
A economia dá sinais de abrandamento e pode colocar em xeque as metas do Governo para este ano. Os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o PIB cresceu, em termos homólogos, 0,9%, metade do previsto pelo Executivo para 2016. Os dados motivam críticas do PSD e CDS, mas o primeiro-ministro diz que a trajetória é para manter.
Também o consumo privado dá sinais negativos: cresceu 1,7%, abaixo da meta do Governo (2,4%). O investimento caiu 3,1% quando é esperado que cresça 4,9% e as exportações aumentaram 1,5% quando o estimado é de 4,3% para o ano.
Na leitura do PSD, pela voz de Maria Luís Albuquerque, "é indesmentível que este modelo está a conduzir a economia à estagnação". Assunção Cristas, líder do CDS-PP, diz que "os números não nos tiram de um crescimento muito anémico". O porta-voz do PS, João Galamba, reconhece que o crescimento está "aquém do esperado".
O primeiro-ministro não desanima: "Os dados revelam que estamos a inverter, ainda que ligeiramente, a tendência que vinha de 2015", ainda que isso não aconteça "de forma robusta como ambicionámos". António Costa frisa que os dados do clima económico são positivos e "é essa a trajetória que temos de seguir". E garante que, a haver um orçamento retificativo, só terá lugar por causa da CGD.
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