Ex-assessora tratou de viagem de Rui Rio a Luanda

Encontro com João Lourenço, com Manuela Souto ao lado, gera mal-estar no partido.

01 de julho de 2018 às 10:09
Rui Rio Foto: Lusa
Rui Rio Foto: Lusa
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O presidente do PSD quis antecipar-se ao primeiro-ministro no encontro com o presidente de Angola, João Lourenço, mas arrisca-se a que o tiro lhe saia pela culatra. Rui Rio marcou presença no Palácio da Cidade Alta, em Luanda, ao lado de uma lobista, segundo o 'Expresso', o que está a gerar mal-estar no partido.

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Segundo informação recolhida pelo CM, Manuela Souto foi há muitos anos assessora num governo do PSD e estará a trabalhar em Angola desde há algum tempo. O seu percurso é, contudo, pouco conhecido dos profissionais da comunicação que habitualmente conhecem os meios do poder em Angola. Manuela Souto terá ligação a generais próximos de João Lourenço, apurou o CM, tendo usado o MPLA como porta de entrada de Rio para o convite da viagem a Luanda, que foi tratado em poucos dias.

Em Coimbra, onde reuniu o Conselho Estratégico Nacional, Rui Rio foi ontem confrontado pelo CM com o facto de se ter feito acompanhar pela ex-assessora na reunião com o presidente angolano. O líder social- -democrata desvalorizou o facto de, nas imagens, aparecer sentado ao lado de Manuela Souto. "Não vou desviar as atenções para aspetos laterais provavelmente fomentados por quem não terá ficado muito contente com a minha deslocação a Angola", afirmou recusando falar sobre o papel da lobista na visita. "Não vou olhar a aspetos de pormenor", reafirmou após a insistência no tema, frisando que "relevante é a relação entre Portugal e Angola". Rio garantiu que toda a visita foi preparada por Tiago Correia de Sá, responsável do partido para a política externa, que o acompanhou em "todas as reuniões".

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Ainda assim, são vários os críticos que apontam erros - atribuíveis à lobista - na gestão da agenda de Rui Rio em Luanda, como por exemplo o encontro com o ex-chefe de estado José Eduardo dos Santos.

Portugal vai pagar preço elevado por 35 horas na saúde

O presidente do PSD disse em Coimbra que Portugal vai pagar um preço político elevado pela redução das 40 para as 35 horas semanais na Saúde. "É notório que o Governo teve de fazer esta alteração, para poder agradar ao PCP e ao BE e assim formar a coligação parlamentar que foi formada", disse Rui Rio aos jornalistas após a reunião do Conselho Estratégico Nacional do PSD.

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