Exército avalia violação de normas de antigo diretor do SNS

Inspeção-Geral das Atividades em Saúde detetou acumulação de funções irregular, mas não o pode castigar porque é militar.

23 de maio de 2026 às 01:30
Gandra d'Almeida Foto: António Cotrim
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O inquérito da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) a António Gandra d’Almeida, que apontou várias irregularidades ao antigo diretor executivo do SNS, está a ser “analisado, nos termos e para os efeitos legalmente previstos” pelo Exército. A informação foi avançada ao ‘Público’ por fonte oficial deste ramo das Forças Armadas, que foi chamado a avaliar o caso por se tratar de um tenente-coronel médico.

É alvo de um outro processo após o CM ter revelado escala como tarefeiro de 408 horas num mês

A IGAS concluiu que Gandra d’Almeida violou as normas relativas à acumulação de funções públicas e privadas, entre 2021 e 2024, altura em que era dirigente do INEM e era ‘tarefeiro’ em quatro hospitais, mas não o pôde sancionar por este ser militar.

Após se ter demitido da direção do SNS, na sequência da polémica, em janeiro de 2025, continuou a trabalhar como prestador de serviços. Em fevereiro último, esteve 408 horas de escala (das quais 132 seguidas) na urgência Faro, o CM  deu disso notícia e a IGAS abriu um processo de esclarecimentos, que ainda em curso.

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