Forças Armadas têm mais 1,6 mil milhões de euros
Governo vai atribuir à Lei de Programação Militar uma verba total superior a 4,7 mil milhões de euros.
O Governo vai aumentar o orçamento da Lei de Programação Militar (LPM), que irá vigorar entre 2019 e 2030, em cerca de 1,6 mil milhões de euros.
Com este reforço financeiro, as Forças Armadas terão mais de 4,7 mil milhões de euros para fazer face às despesas com o reequipamento, que inclui a compra de seis aviões e a construção de sete novos navios. A proposta da LPM é discutida hoje no Conselho Superior de Defesa Nacional, que será presidido pelo Presidente da República.
O reforço do orçamento da LPM, no período entre 2019 e 2030, insere-se no compromisso assumido por Portugal, no âmbito da NATO, de aumentar a despesa com o setor da Defesa até 2,5% do PIB. A ser aprovada como está, a proposta implica um aumento de quase 47% no orçamento da LPM, face à verba de cerca de 3,2 mil milhões de euros inscrita na atual lei.
Com uma verba total superior a 4,7 mil milhões de euros, as Forças Armadas poderão comprar, por exemplo, seis novos aviões KC - 390, produzidos pela brasileira Embraer, seis novos navios-patrulha oceânicos, que deverão ser construídos nos estaleiros em Viana do Castelo, um navio polivalente logístico e um reabastecedor para apoiar esses barcos.
A proposta da LPM foi aprovada na última terça-feira no Conselho Superior Militar. Nessa reunião estiveram presentes o ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, e os chefes do Estado-Maior General das Forças Armadas, Silva Ribeiro, e da Marinha, almirante Mendes Calado, do Exército o general Rovisco Duarte, e da Força Aérea o general Manuel Teixeira Rolo.
O Exército aprovou a proposta da LPM, mas manifestou reservas. No entender deste ramo, é importante, segundo apurou o CM, antecipar para 2019 a realização de despesa prevista para mais tarde.
SAIBA MAIS
1000
milhões de euros foi quanto custou a compra dos dois submarinos a um consórcio alemão, em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro e Paulo Portas era ministro da Defesa.
Pressão dos EUA
O aumento da despesa dos estados-membros da NATO com o setor da Defesa é uma consequência da pressão dos Estados Unidos, na presidência de Trump. A instabilidade geopolítica e o crescimento da ameaça do radicalismo árabe contribuem também para o aumento do investimento na Defesa.
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