Gabinetes políticos gastam mais dois milhões de euros
Executivo vai eliminar corte de 5%. Efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2018.
O Governo de António Costa prepara-se para eliminar o corte de 5% nos salários dos membros dos gabinetes políticos, avançou ontem o ‘Público’, que teve acesso à versão preliminar do decreto-lei de execução orçamental que ainda será aprovado em Conselho de Ministros.
Uma consulta do CM aos rendimentos brutos dos chefes de gabinete, assessores, técnicos especialistas e secretários pessoais da esfera do primeiro-ministro conclui que, com o fim desta retenção, que é aplicada desde 2010, o Estado terá de desembolsar mais de 118 mil euros num ano (14 salários).
Se multiplicarmos este valor pelos 18 ministérios do Executivo facilmente chegamos a mais de dois milhões de euros que vão sair dos bolsos dos contribuintes só num ano. De fora desta contabilização estão os salários com o pessoal da Presidência da República, dos governos regionais e dos executivos das autarquias, que também serão abrangidos por esta medida.
A eliminação do corte terá efeitos retroativos a 1 de janeiro de 2018 e será realizada faseadamente, em tranches de 25%, para que a 1 de dezembro de 2019 o salário seja pago por inteiro.
A medida suscitou controvérsia, sobretudo no PSD, com o presidente Rui Rio a manifestar-se favorável e o líder da bancada parlamentar, Fernando Negrão, a "discordar profundamente".
O CDS diz que "é imoral quando faltam verbas para a Saúde. O BE pede explicações e o PCP concorda com a "reposição destes direitos".
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