Governo desmente retirada de 100 ambulâncias do INEM
Em causa está acusação feita por trabalhadores do serviço de emergência médica. Tutela da saúde garante modernização do sistema.
O Ministério da Saúde afirmou, esta segunda-feira, como " falso que esteja em curso a retirada de 100 ambulâncias do INEM ou qualquer processo de desmantelamento do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM)". Isto, depois de o presidente do INEM, Luís Cabral, ter negado a acusação feita por trabalhadores do serviço de emergência médica.
De acordo com a tutela, em comunicado consultado pelo Correio da Manhã, o que está a ser implementado é "um processo de modernização e reorganização do INEM, destinado a reforçar a sua capacidade operacional, aproximar os meios dos cidadãos e garantir uma resposta de emergência médica mais rápida, mais eficaz e mais segura". O ministério sublinha ainda que "a eventual transferência da gestão das Ambulâncias de Emergência Médica para as Unidades Locais de Saúde não implica a eliminação de nenhum meio operacional".
Relativamente às viaturas SIV, o ministério afeta que "a evolução para viaturas ligeiras não representa qualquer perda de capacidade assistencial", permitindo torná-las "mais rápidas, mais ágeis e mais próximas das populações". O comunicado reforça que "o que salva vidas é a rapidez da intervenção clínica, e não o tipo de veículo utilizado para o transporte".
Diálogo aberto e cumprimento da nova lei
O Ministério da Saúde reiterou a "disponibilidade para dialogar com todas as estruturas representativas dos trabalhadores", apelando para que o debate se baseie em "informação rigorosa, em evidência técnica e no interesse público, e não na divulgação de informações falsas ou interpretações que apenas geram alarme injustificado".
Por fim, o governo confirmou que "cumprirá integralmente a nova lei de organização do INEM, recentemente homologada pelo Presidente da República", garantindo que o novo Conselho de Administração será nomeado após a conclusão dos procedimentos legais.
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