Governo diz estar "no meio e na moderação" em áreas como imigração ou trabalho
António Leitão Amaro disse não querer "cometer a deselegância" de comentar as palavras de António José Seguro nas comemorações oficiais do 10 de Junho, na ilha Terceira.
O ministro da Presidência defendeu esta quinta-feira que o atual Governo tem estado "no meio e na moderação" em áreas como a imigração ou a revisão da lei laboral, sem querer comentar o discurso do Presidente da República.
No final da reunião semanal do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro foi questionado sobre o discurso de António José Seguro nas comemorações oficiais do 10 de Junho, na ilha Terceira, que falou da necessidade das "palavras do meio" como convite ao diálogo em "tempos de trincheiras", bem como coragem para se fazer "escolhas difíceis" e pensar mais no longo prazo do que no ciclo eleitoral.
António Leitão Amaro disse não querer "cometer a deselegância" de comentar as palavras do chefe de Estado, mas considerou que o Governo PSD/CDS-PP tem tido uma prática de moderação, bem como de reformismo.
"Nós estamos no meio, nós estamos na moderação, e estamos na moderação em várias áreas: a lei laboral é uma reforma que nos retira de um espaço de rigidez", apontou como exemplo, a par da revisão das leis da imigração ou até da criação da nova prestação social única (PSU), que disse estar "perfeitamente alinhada com soluções de outros países".
Leitão Amaro considerou que a atuação do Governo tem passado por estar entre "extremos facilitistas, extremos imobilistas, extremos estatistas e intervencionistas, extremos populistas e radicais".
"Nós estamos no meio e temos procurado estar no meio e na moderação", disse.
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