Governo está "a fazer tudo" para prevenir e responder a pressão nos serviços públicos face à vaga de calor

Primeiro-ministro, Luís Montenegro, foi questionado sobre o grau de preparação do país perante os alertas de tempo muito quente.

01 de julho de 2026 às 16:52
Luís Montenegro, primeiro-ministro de Portugal Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que o Governo está "a fazer tudo" para prevenir e, depois, responder ao previsível aumento de pressão nos serviços públicos em consequência da vaga de calor esperada para os próximos dias.

À margem da cerimónia de apresentação do modelo português de Inteligência Artificial Amália, em Lisboa, Luís Montenegro foi questionado sobre o grau de preparação do país perante os alertas de tempo muito quente.

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O primeiro-ministro começou por remeter para as recomendações e alertas já feitos hoje pelas autoridades de saúde, admitindo que esta vaga de calor vai causar "preocupação, problemas acrescidos e pressão acrescida sobre alguns serviços públicos, em particular os serviços de saúde".

"Nós estamos a fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance para prevenir - agora mesmo estará a ser enviada uma mensagem da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para os cidadãos - e tudo faremos para, em primeiro lugar, prevenir e depois, podermos estar à altura da responsabilidade de acudir àqueles que vierem a ter algum problema e que careçam de uma prestação de cuidados dos nossos serviços públicos, em particular dos serviços de saúde", afirmou.

As autoridades de saúde preveem um aumento da mortalidade nos próximos dias, em que está prevista uma onda de calor, com temperaturas máximas que podem chegar aos 44 graus, disse hoje a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.

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A governante salientou que esta informação reforça a importância de antecipar medidas de prevenção e de proteção das pessoas em maior risco, como idosos, crianças, grávidas e pessoas com doenças crónicas.

Os distritos de Lisboa e Setúbal vão estar sob aviso vermelho por causa do calor a partir de quinta-feira, estendendo-se na sexta-feira a Coimbra e Leiria, segundo o IPMA.

O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus e mínimas entre os 24º e os 28º.

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A secretária de Estado da Saúde apelou à população para que acompanhe as recomendações emitidas pela DGS e demais autoridades competentes.

É recomendado à população uma hidratação adequada ao longo do dia, bebendo pelo menos 1,5 litros de água, mesmo sem sede, que evite a exposição solar durante as horas de maior calor, entre as 11:00 e as 17:00, a permanência em ambientes frescos sempre que possível, que feche as persianas durante o dia e areje a casa nas horas de menor calor, o uso de chapéu, roupa leve, larga e de cores claras, a adaptação da atividade física às condições meteorológicas e que contacte atempadamente o SNS24 ou os serviços de saúde perante quaisquer sinais de agravamento do estado de saúde.

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