Governo está a trabalhar para garantir campanhas de rega no Baixo Mondego, diz ministro da Agricultura
Ministro afirmou que o Governo está, desde o início, "a fazer o máximo, da forma mais rápida possível".
O ministro da Agricultura disse, esta terça-feira, em Coimbra que o Governo está a fazer o "máximo" para garantir a campanha de rega no Baixo Mondego e que pondera medidas para atender a prejuízos acima de 400 mil euros.
"Se não houver nada de extraordinário em termos de intempérie, a água chegará aos campos, a campanha será realizada para o milho e para o arroz", disse, esta terça-feira, José Manuel Fernandes, durante uma visita às obras de reparação do dique dos Casais, em Coimbra, na margem direita do Mondego.
O ministro afirmou que o Governo está, desde o início, "a fazer o máximo, da forma mais rápida possível", como prova também a intervenção feita no dique dos Casais.
Os trabalhos são da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) que está, neste momento, a contratar equipas para avaliar os trabalhos provisórios que serão realizados para garantir a campanha de rega, indicou o presidente.
"Temos uma data que é maio, obviamente que há variáveis que não controlamos. Nós estamos em pleno inverno, não sabemos o que é que o tempo nos reserva", acrescentou José Pimenta Machado, em resposta aos agricultores do Baixo Mondego que estiveram também presentes na visita.
A previsão é, no máximo, em 15 dias apresentar um plano para a intervenção.
Nas declarações aos jornalistas, o ministro da Agricultura apelou também a que os "levantamentos dos prejuízos [provocados pelo mau tempo] se façam rapidamente", por serem "absolutamente cruciais" para verificar a elegibilidade dentro do Fundo de Solidariedade da União Europeia e dentro da reserva agrícola, acionado pela primeira vez.
José Manuel Fernandes disse ainda que poderão ser tomadas medidas para atender a prejuízos acima dos 400 mil euros.
"Tenho a intenção de abrir uma nova portaria para o PEPAC, porque, neste momento, o montante máximo que cobre de investimento é 400 mil euros e há montantes que são muito superiores. Também estou a ver uma outra possibilidade que é recriar um instrumento financeiro com o Banco Português de Fomento, para ter uma parte que é cofinanciada, a fundo perdido, [e] uma outra parte de empréstimo para os prejuízos que são acima dos 400 mil euros", detalhou.
A visita do ministro da Agricultura a Coimbra ficou marcada por um desentendimento com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, que chegou atrasada, e criticou o governante por falar aos jornalistas antes de ouvir os autarcas.
"Há um dever institucional que o senhor tem de falar com os autarcas. Se vem fazer uma conferência de imprensa, vamo-nos embora", disse Ana Abrunhosa.
O governante defendeu-se, explicando que estava a apenas a responder às perguntas dos jornalistas, e deu razão à autarca.
Já depois de uma conversa com o governante, Ana Abrunhosa disse que, nestas horas, "os sentimentos, muitas das vezes, falam um pouco mais alto até do que a razão", acrescentando não ter "a mínima das dúvidas" que o ministro da Agricultura é "um parceiro e que ele sabe o que faz".
"Hoje ouvimos as respostas que acalmaram os nossos anseios, da parte do senhor ministro da Agricultura, e era isso que queria", acrescentou.
Depois de Coimbra, o governante seguiu para Leiria para visitar a intervenção de reparação, em curso, da rutura no dique da margem esquerda do rio Lis, assim como a rutura do coletor de Monte Redondo e a Estação Elevatória do Boco.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt