Governo prolonga estado de calamidade até dia 8 de fevereiro e anuncia apoios de 2.500 milhões de euros

Na próxima madrugada uma nova depressão vai entrar pela Grande Lisboa com chuva forte.

Atualizado a 01 de fevereiro de 2026 às 16:06
Luís Montenegro Foto: António Cotrim/Lusa
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O Governo prolongou este domingo o estado de calamidade até dia 8 de fevereiro. "Quer isto dizer que se mantém em vigor todas as áreas de coordenação operacional e as medidas que agilizem procedimentos para enfrentarmos situações de adversidade climatérica que ainda temos pela frente", referiu o primeiro-ministro, alertando que é expectável que existam cheias e inundações nos próximos dias.

Luís Montenegro garantiu ainda que vão existir "apoios para intervenções de reconstrução de habitação própria e permanente para intervenções ate 10 mil euros" acessíveis a todos os cidadãos e famílias, sem necessidade de documentação nos casos em que não haja cobertura de seguro aplicada. O mesmo procedimento também estará disponível para situações relacionadas com a agricultura e floresta no mesmo montante. 

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O Conselho de Ministros decidiu "implementar um regime de isenção de contribuições à Segurança Social para as empresas atingidas nestas zonas afetadas para os próximos 6 meses", bem como o funcionamento de um regime simplificado de "lay-off nos próximos 3 meses" e ainda promover uma "moratória de 90 dias para os empréstimos às empresas e ao crédito à habitação". "Ficarão suspensos os pagamentos destes empréstimos", garantiu o primeiro-ministro. 

Montenegro anunciou ainda duas linhas de crédito para as empresas, uma de 500 milhões de euros para necessidades de tesouraria e outra de mil milhões para recuperação de estruturas empresariais, na parte não coberta por seguros.

Para as famílias em situação de carência ou perda de rendimentos estarão disponíveis apoios financeiros da segurança social, que podem ascender até 537 euros individualmente ou 1.075 euros por agregado familiar. De acordo com o primeiro-ministro o valor total dos apoios públicos para responder às consequências da tempestade Kristin serão no valor de 2.500 milhões de euros. 

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"Não queremos e não vamos deixar de executar nenhum investimento que está em curso ao abrigo do PRR", disse o primeiro-ministro garantindo que está em contacto com a UE. 

O Governo reuniu-se este domingo em Conselho de Ministros extraordinário para analisar a situação de calamidade nas zonas afetadas pela depressão Kristin.

A reunião realizou-se na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, em Lisboa, a partir das 10h00.

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Portugal enfrenta há mais de uma semana o mau tempo. Já passaram várias depressões pelo País (Goretti, Ingrid, Joseph e Kristin). Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos que registaram mais estragos após a passagem da depressão Kristin. 

Na próxima madrugada uma nova tempestade vai entrar pela Grande Lisboa com chuva forte. 

Recorde-se que já morreram nove pessoas na sequência da passagem da depressão Kristin. Neste fim de semana, duas pessoas morreram no sábado por quedas durante reparações em telhados. Um homem morreu, na madrugada deste domingo, por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador. 

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