IL pede audição urgente do presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde sobre acesso a portal do SNS

Liberais querem que o presidente dos SPMS diga também ao parlamento que ações preventivas serão tomadas para que um caso como este não volte a acontecer no futuro.

22 de maio de 2026 às 16:16
Parlamento Foto: João Cortesão
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A Iniciativa Liberal requereu esta sexta-feira a audição urgente na Assembleia da República do presidente do Conselho de Administração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde para prestar esclarecimentos sobre os casos de acesso indevido a registos de utentes.

No requerimento endereçado ao presidente da comissão parlamentar de Saúde, o socialista Filipe Neto Brandão, os deputados da IL pedem a audição urgente de Luís Goes Pinheiro depois de notícias que referem que a Polícia Judiciária abriu um inquérito ao caso do acesso indevido a registos de utentes do SNS, entre os quais crianças, na sequência de suspeitas de utilização por terceiros das credenciais de um médico na Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

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No requerimento, enviado à Lusa, a IL considera que "é necessário um esclarecimento cabal" sobre "a natureza e o alcance da violação", sobre "os procedimentos adotados", a "avaliação do impacto dos acessos ilegítimos e da fuga de dados" e a "comunicação prestada aos indivíduos afetados".

Os liberais querem que o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde diga também ao parlamento que ações preventivas serão tomadas para que um caso como este não volte a acontecer no futuro.

A Ordem dos Médicos recebeu dezenas de queixas relativas a uma alegada consulta indevida de processos clínicos de crianças por parte de um médico da ULS Alto Minho, num caso que aponta para uma possível falha de cibersegurança no SNS.

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Também a Entidade Reguladora da Saúde instaurou um processo de avaliação após a receção de denúncias sobre alegados acessos indevidos a registos de utentes, visando acompanhar a situação e garantir a adoção de medidas pelas entidades responsáveis.

A Unidade Local de Saúde do Alto Minho esclareceu esta sexta-feira que os acessos a registos de utentes terão resultado da utilização das credenciais de um médico por terceiros, e afastou a responsabilidade do profissional.

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