Jornais destacam morte do "pai da democracia portuguesa"
Francês Libération tem um artigo assinado pelo diretor do jornal, Laurent Joffrin.
Pouco depois do anúncio da morte de Mário Soares, os principais jornais franceses noticiavam nas suas páginas online a morte do "pai da democracia portuguesa".
Sob o título "Mário Soares, o pai da democracia portuguesa, morreu", o Le Monde relembra que Soares foi uma "figura socialista de luta contra a ditadura salazarista" e que "é considerado como o pai da democracia portuguesa que ajudou a fundar após a 'Revolução dos Cravos' de 25 de abril de 1974".
O Le Monde recorda também que o antigo Presidente português esteve quatro anos exilado em França e que fez um "regresso triunfal a Lisboa depois da operação militar destinada a acabar com a ditadura herdada de Salazar", tendo "dirigido o primeiro Governo constitucional de Portugal após a ditadura" e "encaminhado Portugal para a via da adesão à Comunidade europeia".
O Le Figaro também noticia a morte de Mário Soares, indicando que ele era "frequentemente descrito como o pai da democracia portuguesa" e que "contribuiu de forma decisiva para a construção e integração europeia do seu país".
O Le Parisien escreve que Mário Soares "contribuiu para o surgimento da democracia em 1974 e para a integração europeia de Portugal", explicando que Soares teve um papel de destaque na "cena política portuguesa durante cerca de 40 anos".
O Libération, num artigo assinado pelo diretor do jornal Laurent Joffrin, titula "Morte de Mário Soares, um dos pais da democracia portuguesa".
"Até ao fim, ele defendeu uma Europa unida e cimentada pela sua fidelidade aos direitos do homem, onde Portugal tivesse o lugar do bom aluno da democracia", escreve Laurent Joffrin, depois de fazer a síntese da carreira de Mário Soares.
Em Espanha, a morte de Soares fez as manchetes dos dois principais jornais do país. O El País refere o antigo presidente da República como "o pai do Portugal contemporâneo" que lutou contra a ditadura de Salazar e a "deriva comunista" da revolução de Abril.
O El Mundo, que também dedica a manchete da edição online a Soares, refere o "europeísta e republicano".
Mário Soares, que morreu hoje aos 92 anos, desempenhou os mais altos cargos no país e a sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do PS e Presidente da República.
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