Irmão de ex-ministro Miguel Macedo foi apanhado a espiar

António Macedo responde por acesso ilegítimo, abuso de poder e peculato.

15 de novembro de 2017 às 01:30
Miguel Macedo Foto: Vítor Mota
Miguel Macedo Foto: Alexandre Azevedo / Sábado
Miguel macedo Foto: Lusa
Miguel Macedo, António Figueiredo, presidente, Instituto de Registos e Notariado, Manuel Palos, JMF, ex-ministro da Administração Interna, Argélia, Portugal Foto: Alexandre Azevedo
Vistos Gold, julgamento, Miguel Macedo, Rui Coelho, Alexandra Veiga, Ministério Público, José Nisa, António Figueiredo, Manuel Jarmela Palos, Paulo Lallanda de Castro, crime, lei e justiça Foto: Pedro Catarino

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O irmão do antigo ministro da Administração Interna Miguel Macedo foi acusado pelo Ministério Público de Braga pela prática de três crimes de acesso ilegítimo, peculato e abuso de poder. António Macedo, que é oficial de justiça no Departamento de Investigação e Ação Penal de Braga, foi apanhado a vigiar um processo em que um empresário da cidade era arguido.

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O Ministério Público não conseguiu apurar se Macedo recebeu contrapartidas pela entrega de informações. O funcionário judicial está suspenso de funções e o procurador responsável pela investigação pede mesmo que seja impedido de exercer a profissão.

O oficial de Justiça, já com antecedentes por crimes do género, foi apanhado por técnicos do Ministério da Justiça chamados a Braga para investigar alegadas fugas de informação para a imprensa. Os informáticos detetaram dezenas de acessos a um processo que não estava entregue a Macedo.

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Na análise ao computador do oficial de justiça encontraram 22 acessos ao mesmo processo, muitos deles feitos fora do horário de expediente e até ao domingo.

António Macedo é acusado ainda de ter acedido ao processo em papel, do qual fez mais de 200 fotocópias que entregou, em mão, ao empresário que era arguido no processo. O encontro aconteceu numa pastelaria da cidade e foi testemunhado por várias pessoas.

O irmão de Miguel Macedo arrisca penas que vão de um a cinco anos de prisão. O ex-ministro recusou falar do assunto.

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