"País tem que se libertar dos condicionamentos do Euro": Cabeça de lista da CDU esclarece euroceticismo do partido
Para João Oliveira, o euro tem prejudicado Portugal.
João Oliveira, cabeça de lista da CDU às eleições europeias de 9 de junho, esteve esta quarta-feira em entrevista à CMTV e começou por dizer que é preciso perceber se as medidas que vão ser tomadas, em relação ao aeroporto, servem "o nosso País ou servem os interesses económicos".
Já sobre a questão do euro, o cabeça de lista atira que o partido não é contra o euro, mas que "há muitas caricaturas naquilo que serve ao povo e ao País". Acrescenta que a "Europa não é a União Europeia", pois vai "muito para além disso".
"Somos euro críticos, temos uma perceção muito critica sobre processos de integração. Digo até que somos UE críticos", esclarece.
Para o cabeça de lista da CDU, o euro tem prejudicado Portugal e questiona os cidadãos como poderá haver melhores salários, melhor investimento público, melhores políticas para habitação, educação e saúde, se isso implica "decisões que contrariam o euro".
"Suécia e Dinamarca não têm euro e vive-se lá pior por isso? Portugal tem que estar preparado para se libertar dos condicionamentos do Euro", refere, acrescentando que é uma questão que o partido quer ver ser discutida.
Quanto à imigração, diz não concordar com o Pacto de Migração e Exilo, pois é um pacto que "não é bom e assenta em concessões desumanas".
"Temos um problema central, aquilo que defendemos é uma política de migrações que tenham políticas humanísticas e solidárias", atira.
No que toca à defesa, João Oliveira refere que o partido quer investimento no armamento e apela a que se ponha "todas as fichas numa solução de paz na Ucrânia".
Diz ainda querer um cessar-fogo imediato e uma solução de paz em toda a Europa.
No setor da energia, o cabeça de lista diz que Portugal tem capacidade para fazer face às condições energéticas e que o partido tem uma opção prioritária, "produção de energias de fonte renovável".
"Temos condições que garantam a satisfação das necessidades, para produção e uso doméstico", diz.
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