Juiz que chumbou Isaltino quis fiscalizar eleições em Oeiras
Nuno Tomás Cardoso, afilhado de casamento do candidato Paulo Vistas, escolheu fazer turnos no tribunal.
O juiz que inviabilizou a candidatura de Isaltino Morais à Câmara de Oeiras, alegando irregularidades na recolha de assinaturas do candidato independente escolheu fazer turnos ao processo eleitoral no Tribunal que serve este concelho.
Nuno Tomás Cardoso, que teve o atual presidente da câmara e candidato à reeleição Paulo Vistas como padrinho de casamento, disponibilizou-se para fazer turnos e colocou Oeiras como tribunal preferencial. Segundo documento da comarca judicial de Lisboa a que o CM teve acesso, o magistrado cumpriu os turnos ao processo eleitoral entre 1 e 8 de agosto. E foi, precisamente, no último dia em que esteve de turno em Oeiras que despachou no sentido de inviabilizar as candidaturas de Isaltino e Sónia Gonçalves, também candidata independente ao município.
A candidata já avançou com um pedido de afastamento do juiz, que está a ser alvo de uma investigação do Conselho Superior de Magistratura.
O CM avançou esta quinta-feira que a mulher do juiz, Catarina Cardoso trabalha nos Serviços Intermunicipalizados de Oeiras e Amadora, cujo concelho de administração é presidido por Paulo Vistas. Não é funcionária do SIMAs, mas tem em vigor um contrato de prestação de serviços.
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