Juiz que chumbou Isaltino quis fiscalizar eleições em Oeiras

Nuno Tomás Cardoso, afilhado de casamento do candidato Paulo Vistas, escolheu fazer turnos no tribunal.

10 de agosto de 2017 às 18:53
O juiz Nuno Tomás Cardoso Foto: Direitos Reservados
Paulo Vistas, Oeiras Foto: CMTV
Paulo Vistas Foto: David Martins
Isaltino Morais Foto: Ricardo Pereira
Dinheiro veio da Suíça para conta ordenado. Foto: CMTV

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O juiz que inviabilizou a candidatura de Isaltino Morais à Câmara de Oeiras, alegando irregularidades na recolha de assinaturas do candidato independente escolheu fazer turnos ao processo eleitoral no Tribunal que serve este concelho.

Nuno Tomás Cardoso, que teve o atual presidente da câmara e candidato à reeleição Paulo Vistas como padrinho de casamento, disponibilizou-se para fazer turnos e colocou Oeiras como tribunal preferencial. Segundo documento da comarca judicial de Lisboa a que o CM teve acesso, o magistrado cumpriu os turnos ao processo eleitoral entre 1 e 8 de agosto. E foi, precisamente, no último dia em que esteve de turno em Oeiras que despachou no sentido de inviabilizar as candidaturas de Isaltino e Sónia Gonçalves, também candidata independente ao município.

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A candidata já avançou com um pedido de afastamento do juiz, que está a ser alvo de uma investigação do Conselho Superior de Magistratura.

O CM avançou esta quinta-feira que a mulher do juiz, Catarina Cardoso trabalha nos Serviços Intermunicipalizados de Oeiras e Amadora, cujo concelho de administração é presidido por Paulo Vistas. Não é funcionária do SIMAs, mas tem em vigor um contrato de prestação de serviços.

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