Líder da IL acusa "camarada" André Ventura de ser irresponsável sobre política de pensões

De acordo com Mariana Leitão, estas propostas do Chega representam "puro populismo".

06 de maio de 2026 às 19:28
Mariana Leitão Foto: José Coelho/Lusa
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A líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, acusou, esta quarta-feira, o "camarada" André Ventura, presidente do Chega, de mentir e de fazer uma proposta irresponsável ao pretender baixar a idade da reforma, "rebentando" com a Segurança Social.

Estas críticas foram feitas por Mariana Leitão no período de declarações políticas, em plenário, na Assembleia da República, num momento em que André Ventura não estava no hemiciclo.

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A presidente da IL começou por apontar que o PS deixou no sistema de Segurança Social taxas de substituição mais baixas do que quando iniciou funções governativas, enquanto o PCP "quer aumentos imediatos num sistema que já não aguenta o que tem, e o BE quer o mesmo, mas com mais indignação".

"Mas há quem vai ainda mais longe. Há um partido que viu tudo isto, percebeu o padrão e decidiu superá-lo, quer na irresponsabilidade, quer no populismo. O Chega quer baixar a idade da reforma e quer equipar a pensão mínima ao salário mínimo num país com cada vez mais jovens a sustentar cada vez mais pensionistas", disse.

De acordo com Mariana Leitão, estas propostas do Chega representam "puro populismo e total irresponsabilidade -- e os jovens já começaram a perceber".

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"Se o Chega tivesse a hipótese de governar, rebentavam num mês com a Segurança Social, mas diria mesmo que o Chega rebentava com o país. E tudo para comprar votos com dinheiro que não existe", acusou.

Para a presidente da IL, "o camarada André Ventura, que se apresenta como um homem que diz o que os outros não têm coragem de dizer, tem propostas irresponsáveis, insustentáveis e que constituem uma completa mentira".

"As pessoas merecem melhor do que isto. Nem o PS foi tão longe", concluiu.

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Na resposta, o deputado do Chega Bruno Nunes devolveu à líder da IL a expressão "camarada".

"É na IL que se desce a Avenida da Liberdade [no 25 de Abril] com cravo vermelho e bandeira LGBT na mão", reagiu.

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